quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Suframa e Chibatão alinham estratégias para enfrentamento de nova estiagem recorde

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Reunião na Suframa, com representantes do grupo Chibatão, discutiu ações de enfrentamento de uma nova seca forte no Amazonas
Reunião na Suframa, com representantes do grupo Chibatão, discutiu ações de enfrentamento de uma nova seca forte no Amazonas

Os efeitos das duas secas recordes de 2023 e 2024 na indústria amazonense motivou, nesta quinta-feira (23), uma reunião entre representantes da Suframa e do Grupo Chibatão para traçar estratégias para enfrentar os desafios previstos para a estiagem de 2025 no Amazonas.

O encontro teve como objetivo alinhar expectativas, compartilhar informações e elaborar um plano estratégico com ações táticas e operacionais para uma eventual nova e eventual seca recorde dos rios do Amazonas.

O analista do Grupo Chibatão Marcelo Tavares destacou a crescente antecipação dos períodos de seca de rios do Amazonas.

“Em 2023, a estiagem começou em outubro. Em 2024, ocorreu já em setembro. Se essa tendência continuar, podemos esperar que, em 2025, a seca comece em agosto. Por isso, é essencial que nos antecipemos e elaboremos um plano estratégico com todos os cenários externos possíveis, para que internamente possamos fazer o desdobramento e planejamento das ações a nível tático e operacional”, afirmou.

Durante a reunião, foi destacado que a estiagem de 2023 trouxe prejuízos socioeconômicos significativos, incluindo a paralisação de fábricas por até 45 dias. Em contrapartida, as ações preventivas implementadas em 2024, como a antecipação da compra de insumos e a instalação de um porto flutuante em Itacoatiara, evitaram interrupções na circulação de cargas e garantiram um desempenho histórico do Polo Industrial de Manaus (PIM), que deve fechar o ano com faturamento recorde acima de R$ 200 bilhões.

Para a Suframa, a estratégia bem-sucedida de 2024, que incluiu um comitê interinstitucional de enfrentamento com participação de órgãos estaduais, federais e da iniciativa privada, deve ser mantida e aprimorada.

O superintendente-adjunto Executivo da Suframa ressaltou o papel da Autarquia para a implementação de medidas preventivas.

“A Suframa poderá atuar em dois eixos principais: em articulação de ações com os demais órgãos federais, e recebendo informações diretamente com a indústria local. Durante as visitas que realizamos às fábricas, percebemos que já há a formação de uma cultura cada vez mais proativa, com a antecipação da compra de insumos para evitar desabastecimento e interrupções de produção, como as que ocorreram em 2023. O trabalho colaborativo é uma das lições aprendidas que deve ser repetido para mitigar os impactos econômicos e garantir a continuidade das operações logísticas e industriais no estado do Amazonas”, afirmou o superintendente Adjunto Executivo da Suframa, Frederico Aguiar.

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