O empresário Francisco Maximiano, socio-diretor da Precisa Medicamentos ficou muito perto de ter sua prisão decretada por falso testemunho, na tarde desta quinta-feira (19), durante seu depoimento à CPI da Covid no Senado. Maximiano teve de se retratar para não ir preso.
O episódio envolveu um contrato de locação de imóveis e o falso testemunho irritou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-CE), que pediu a prisão do dono da Precisa. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) também já havia apontado incongruências no depoimento de Maximiano.
“O que chamou a atenção e que exige uma tomada de providência é o fato de que o depoente claramente, textualmente mentiu. Ao ser questionado pelo senador Tasso Jereissati [PSDB-CE], no tocante às suas relações num contrato de locação de imóvel juntamente com o senhor Danilo Trento, ele disse que era apenas o fiador do contrato e isso não é verdade”, disse o senador Alessandro Vieira, que sugeriu a prisão.
Sob a ameaça de prisão de seu cliente, o advogado de Maximiano se adiantou e lembrou que “investigado não comete falso testemunho ainda que falte com a verdade”, informando a disposição de seu cliente de se retratar.
Em seguida, Maximiano pediu desculpas aos senadores. “Formalmente, peço desculpas porque realmente consto como locatário no contrato desse imóvel. Não me recordava porque não vivi lá. Foi uma confusão. Minhas desculpas”, declarou o empresário, sob ameaça de prisão.
Após quatro adiamentos, o depoimento de Maxiamiano à CPI da Covid foi marcado pelo fato de que ele se recusou a responder a maioria dos questionamentos dos senadores. No início da sessão, os membros da CPI chegaram a cogitar dar voz de prisão ao empresário.
Da Redação, com informações do UOL
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