terça-feira, 29 de setembro de 2026

Sindicatos do AM divergem sobre suspensão do Novo Ensino Médio

O sindicato dos trabalhadores da educação afirma que o projeto é prejudicial para os estudantes de ensino público, reduzindo aulas de matérias como Língua Portuguesa e física
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A suspensão do Novo Ensino Médio vem gerando controvérsia no mundo da educação no Amazonas. De um lado, profissionais e estudantes que estão insatisfeitos com a nova política comemoram a medida anunciada pelo governo Lula. De outro, gestores e donos de escola criticam o que consideram um equívoco.

O RealTime1 ouviu representantes da educação para saber o que eles pensam sobre a nova política e a interrupção, ainda que temporária, do processo de implantação do modelo.

Desde a sua aprovação, em 2017, o Novo Ensino Médio gera opiniões divergentes entre profissionais da educação, estudantes, gestores e proprietários de estabelecimentos de ensino. O modelo começou a entrar em vigor ano passado.

Integrante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), a professora Doris Bastos não vê o Novo Ensino Médio com bons olhos. Para ela, a nova política aprovada no governo do ex-presidente Michel Temer constrói desigualdades e prejudica estudantes da rede pública.

Ela disse que houve redução de carga horária de disciplinas importantes, como Língua Portuguesa e Física, e por outro lado um aumento na carga de trabalho dos profissionais.

“O NEM é um projeto de exclusão. É um projeto que está cassando o direito de aprendizagem dos estudantes, especialmente os de escola pública, pois o impõe ao aluno o aprendizado do mínimo de conteúdo necessário à formação. Houve uma redução do número de aulas de disciplinas, principalmente nas escolas públicas”, disse.

Mas para a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe), Laura Cristina, o Novo Ensino Médio é um projeto que representa o progresso na educação e coloca o aluno como protagonista, podendo escolher atividades relacionadas aos seus projetos no futuro.

“Somos contra o movimento do Governo Federal em parar a implementação, mas acreditamos que o projeto pode ser reajustado sim. Ele representa uma mudança positiva e os colégios particulares estão implementando o projeto de forma gradativa”, disse.

1º e 2º ano estavam em implantação no AM

No Amazonas, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto começou a implantar as diretrizes da nova política educacional brasileira no ano passado. Este ano, durante a abertura do ano letivo, avançou mais uma etapa e estava implementando as regras para os estudantes da 2ª série do Ensino Médio.

Da Redação

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