quarta-feira, 23 de setembro de 2026
TECNOLOGIA

Silvio Santos apresentando Jornal Nacional? Entenda o que é deepfake

As deepfakes têm o potencial de revolucionar muitas áreas da cultura, entretenimento e tecnologia.
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Reportagem apurou que aplicativo pretende lançar rostos de personalidades brasileiras; o Impressions App já permite simular imagem de Trump e Obama, além de celebridades dos EUA. (Foto: Divulgação)

Uma das inovações que mais chamou atenção nos últimos tempos é a ascensão de deepfakes, técnica de manipulação de vídeo e áudio que permite criar conteúdo enganosamente realista.

Uma deepfake é uma combinação das palavras “deep learning” (aprendizado profundo) e “fake” (falso).

Na prática, é uma técnica de inteligência artificial que utiliza algoritmos de aprendizado profundo para manipular expressões faciais ou declarações de uma pessoa. Isso pode incluir vídeos, áudios e até mesmo imagens estáticas manipuladas de forma convincente.

Um conhecido exemplo do uso de deepfake é o vídeo onde Silvio Santos, dono do SBT, aparece apresentando o Jornal Nacional, da concorrente Globo.

Aplicações de deepfakes

As deepfakes têm o potencial de revolucionar muitas áreas da cultura, entretenimento e tecnologia. Algumas das aplicações mais interessantes incluem:

  1. Reviver artistas e celebridades falecidos: A deepfake permite criar performances virtuais de artistas que já nos deixaram. Isso poderia abrir caminho para shows ao vivo com lendas da música ou atores que ainda podem entreter o público, mesmo após a morte.
  2. Cinema e entretenimento: A tecnologia pode ser usada para criar filmes com atores que já faleceram, reimaginando roteiros e cenas que antes eram impossíveis de serem realizados.
  3. Dublagem e localização: A dublagem de filmes e séries pode ser aprimorada usando deepfakes para sincronizar os lábios dos personagens com mais precisão, independentemente do idioma.
  4. Treinamento e educação: A deepfake pode ser usada para criar simulações educacionais realistas, permitindo que estudantes e profissionais pratiquem habilidades em ambientes controlados.

Exemplo da aplicação de deepfake para “ressuscitar” artistas é o vídeo abaixo, do comercial de comemoração aos 70 anos da Volkswagen, onde a cantora Maria Rita, surge cantando lado a lado com sua mãe, Elis Regina, que morreu em 1982.

Perigos da deepfake

Embora possa ter usos positivos, a tecnologia que produz deepfakes também pode ser perigosa. Alguns dos perigos são:

  1. Desinformação: A capacidade de criar vídeos falsos convincentes levanta preocupações sobre a disseminação de informações falsas e manipulação política. Deepfakes podem ser usados para difamar políticos, criar notícias falsas ou distorcer eventos históricos.
  2. Violação de privacidade: A tecnologia pode ser usada para criar vídeos pornográficos falsos com pessoas reais, comprometendo a privacidade e a dignidade das vítimas.
  3. Fraude e phishing: Deepfakes podem ser usados para enganar pessoas em transações financeiras fraudulentas ou para fins de phishing, onde informações pessoais são roubadas.
  4. Impacto na confiança pública: O uso generalizado de deepfakes pode minar a confiança das pessoas na autenticidade das mídias, tornando mais difícil discernir o que é real e o que não é.

O vídeo “Eu não sou Morgan Freeman” mostra de forma transparente como ocorre a sobreposição do gestual, alinhado à imagem e voz do ator para emitir o conteúdo que se quiser. Veja:

A regulação e o desenvolvimento de ferramentas de detecção de deepfake são essenciais para proteger a sociedade contra o uso criminoso dessa tecnologia e garantir que possamos aproveitar suas vantagens de maneira ética e responsável.

O futuro das deepfakes está nas mãos da sociedade e da indústria tecnológica, e é fundamental que tomemos decisões cuidadosas sobre como integrar essa inovação em nossas vidas.

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