domingo, 14 de julho de 2024

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Setor de seguros no Brasil cresce 7,7% no primeiro semestre

Cenário é reforçado pelo desempenho das 50 maiores seguradoras no país, com ganhos no primeiro semestre.
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O setor de seguros no Brasil registrou crescimento de 7,7% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período em 2022.

Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o setor atingiu a marca de R$ 181,8 bilhões em arrecadação.

Esse crescimento é impulsionado por diversos fatores, incluindo avanços nos segmentos de planos de riscos e produtos como seguros de vida e planos de previdência privada, respectivamente, que cresceram 8,2% e 3,1%.

A perspectiva para o segundo semestre é ainda mais promissora, graças à queda das taxas de juros e à recomposição da renda das famílias.

A expectativa do setor é encerrar 2023 com um crescimento de 10% em relação a 2022, impulsionado por uma série de fatores, incluindo a retomada dos investimentos em infraestrutura, a melhoria nos dados econômicos e a queda na inadimplência de empresas e indivíduos.

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O cenário otimista é reforçado pelo desempenho das 50 maiores seguradoras no país, todas registrando ganhos no primeiro semestre de acordo com um ranking da consultoria especializada Siscorp.

Excluindo a área de saúde, o lucro líquido praticamente dobrou, atingindo R$ 14 bilhões, em comparação com os R$ 7,4 bilhões do mesmo período em 2022. Nomes de destaque como Bradesco, BB Seguridade, Caixa e Porto Seguro estão entre as empresas que alcançaram lucros bilionários até junho.

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Tecnologia e economia impulsionam o setor

Um dos principais fatores que contribuíram para esse crescimento é o investimento em tecnologia, trazendo benefícios como ganhos operacionais, maior controle de fraudes e uma expansão mais ampla das vendas por meio de plataformas digitais.

Além disso, a taxa Selic, que remunera a maioria das reservas do setor, está em 13,25%, contribuindo para os ganhos financeiros das empresas.

Outro fator do crescimento foi a realização de reajustes de preços, justificados para compensar perdas causadas por eventos climáticos e riscos de crédito, bem como impactos contínuos da pandemia.

O Programa Desenrola Brasil, que permitiu a renegociação de cerca de R$ 8 bilhões em dívidas bancárias, também contribuiu para fortalecer o cenário otimista.

Com todo esse cenário de otimismo, o setor de seguros tem se preparado para aproveitar as oportunidades trazidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê investimentos significativos em infraestrutura, consequentemente demandando a contratação de seguros.

A Susep, a Superintendência de Seguros Privados, planeja lançar um programa para aprimorar o ambiente de contratação de seguros relacionados a esses investimentos, o que deve impulsionar ainda mais o setor.

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