O chefe da Divisão de Importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Fernandes Miranda, confirmou, em depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado Federal, que recebeu pressões atípicas dos superiores para assinar uma invoice (nota fiscal internacional) que liberaria o pagamento de R$ 45 milhões para a Precisa Medicamentos, que fazia a intermediação entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Bharat Biotech.
Luís Ricardo Miranda está depondo hoje (25) aos senadores.
O pagamento antecipado seria um sinal para a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin ao preço de R$ 1,6 bilhão. Cada dose saía por R$ 80, o valor mais alto pelo Governo Federal para a compra de vacinas compradas. Ainda segundo Luís Ricardo Miranda, a Precisa Medicamentos tinha uma péssima imagem junto aos servidores do ministério.
Ele relatou que a primeira invoice tinha informações erradas, foi corrigida outras duas vezes, mas seguia com valores das doses superior a R$ 80 prevista em contrato e com pagamento 100% antecipado.
Durante esta parte do depoimento do servidor da Saúde, houve uma grande discussão entre os senadores, com trocas de acusações e ofensas. Após essa confusão, o irmão de Luís Ricardo, o deputado Luís Cláudio Miranda (DEM/DF) reclamou que estavam sendo acusados de mentir e lembrou que ambos prestaram o juramento de falar a verdade, ameaçando ir embora da sessão, junto a seu irmão, caso fossem acusados novamente. O parlamentar lembrou que está ali como convidado e não na situação convocado.
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