Diante das afirmações de prefeitos do interior do Amazonas de “não terem condições em arcar com reajuste de 15% no piso salarial dos professores“, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) disse, na noite da última quinta-feira (20), que vai expor todas os valores da educação para os municípios do Estado.
Segundo o parlamentar, os recursos nos caixas das prefeituras são suficientes para garantir o aumento de salário aos educadores.
O deputado ainda diz que existem prefeituras no Amazonas que não administram de forma correta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
“Prefeitos do interior: esse recado é apenas para os que escondem o Fundeb dos professores. Vou expor os valores arrecadados de cada município e mostrarei que não existe uma Prefeitura impossibilidade de pagar o novo piso salarial da educação”, disparou o deputado estadual.
Serafim encerra o mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas no dia 31 de janeiro, mesma data em que ele promete expor os valores repassados às Prefeituras.
“No meu último dia como deputado estadual, darei essa prestação de contas para os prefeitos. Vamos em frente. Prefeitos e prefeitas, ainda dá tempo de dizerem a verdade”, alertou o deputado.
Prefeitos não querem pagar a conta
O pronunciamento de Serafim ocorre após a AAM anunciar a ida de prefeitos a Brasília em busca de plano B para reposição do novo piso salarial a professores.
Com exeção do prefeito de Manaus, David Almeida, que não relutou em pagar o reajuste, os prefeitos alegam não ter como pagar o novo piso e destacam dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM ), que revela que os municípios do Amazonas devem ter em 2023 impacto estimado em R$ 672 milhões com o repasse do novo reajuste.
A portaria com o novo valor foi assinada na última segunda-feira (16) pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
Associação de professores alerta para má administração do Fundeb
A presidente do Sindicado dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Pereira Rodrigues, disse que a categoria discorda dos pontos apresentados pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM) para o não pagamento do novo piso aos professores.
Segundo ela, quando o município não tem condições de arcar com as contas, a Prefeitura pode pedir a complementação da União. No entanto, existem alguns municípios que não podem recorrer a essa possibilidade.
“A complementação por parte da União só não pode quando o município está com problemas na sua prestação de contas. Ou seja, a Prefeitura não está administrando corretamente o Fundeb”, ressaltou a professora Ana Cristina Pereira.
Texto: Isac Sharlon
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