Senadores do Amazonas se posicionaram duramente contra o Decreto 10.979/22 , do presidente Jair Bolsonaro (PL), que reduz em 25% a alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para toda a indústria de transformação nos Estados, o que diminui as vantagens comparativas da ZFM.
Omar Aziz (PSD-AM) disse em vídeo, no Twitter, que “a medida decreta a morte da Zona Franca de Manaus”, por tirar a competitividade em relação aos demais Estados. Segundo o parlamentar, ninguém mais virá investir em indústria e gerar empregos no Amazonas com o Decreto.
“Paulo Guedes (ministro da Economia) e Bolsonaro sempre falaram em proteger a ZFM. Conversa! Esse presidente não tem compromisso com a Amazônia. A Zona Franca é uma garantia de proteção das floresta. Hoje, o presidente Bolsonaro e a equipe econômica iniciam a derrocada da Zona Franca de Manaus”.
Aziz destacou que historicamente a ZFM foi alvo de medidas negativas de outros governos, mas que a reação das forças políticas e empresariais resguardaram os incentivos fiscais que são base do modelo de desenvolvimento.
“Já tentaram varias vezes acabar com a Zona Franca e não conseguiram. Não vai ser você, presidente Bolsonaro e sua equipe econômica incompetente que vão acabar com empregos e trazer fome e desesperança ao povo amazonense”, disse.
Articulações
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que senadores e deputados federais estão articulando o que fazer em relação ao Decreto. “Vamos ouvir o Cieam, a Fieam e a Sefaz e buscar alternativas técnicas para apresentar ao governo federal”, disse também em vídeo nas redes sociais.
Valério frisou que o Decreto expõe a nessecidade do Estado investir em alternativas econômicas à Zona Franca, de forma a não ser dependente somente desse modelo.
Também por vídeo, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) disse que “a partir de agora, o governo bolsonaro assume oposição contra a Zona Franda de Manaus e os trabalhadores do Amazonas”. Assim como Omar, Braga também citou que outros adversários ao modelo ZFM foram enfrentado no passado com sucesso para as indústrias do Amazonas. “Temos que ficar unidos e arletas a esse ataque praticamente mortal aos trabalhadores e empresas da Zona Franca de Manaus”.
Texto: Emerson Medina
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