quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Robôs humanóides podem movimentar até US$ 5 trilhões até 2050, aponta Morgan Stanley

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Robôs terão potencial de transformar setores inteiros da economia — da manufatura ao varejo e aos serviços domésticos.

Um relatório divulgado pela Morgan Stanley projeta que o mercado global de robôs humanóides poderá atingir US$ 5 trilhões por ano até 2050, com o potencial de transformar setores inteiros da economia — da manufatura ao varejo e aos serviços domésticos.

A análise, intitulada “The Humanoid 100”, mapeia cem empresas que compõem a cadeia de valor da robótica humanoide, divididas entre “cérebro” (software, IA e chips), “corpo” (hardware, sensores e motores) e “integradoras”, responsáveis pela construção dos robôs completos.

Segundo o estudo, a China desponta como líder global nesse ecossistema, tanto pelo volume de produção quanto pelo custo competitivo dos componentes.

Quanto custa um robô humanóide?

Hoje, o preço médio de um robô humanoide ultrapassa US$ 200 mil, mas deve cair gradualmente para cerca de US$ 50 mil nas próximas décadas, impulsionando a adoção em larga escala.

A Morgan Stanley prevê que a fase de maturação comercial deve ocorrer entre 2035 e 2045, quando os robôs passarão a realizar atividades complexas em ambientes de trabalho e residências.

O banco alerta, contudo, que ainda existem desafios técnicos, éticos e geopolíticos a superar — especialmente pela concentração de produção no mercado asiático.

Mesmo assim, analistas enxergam oportunidades expressivas para investidores que focarem em empresas de inteligência artificial, semicondutores, sensores e automação industrial, consideradas os principais “enablers” dessa nova revolução tecnológica.

Com a robótica avançando rapidamente, a Morgan Stanley conclui que os humanoides podem se tornar, em poucas décadas, a próxima grande fronteira da economia global.

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