quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Renda cresce, carteira assinada bate recorde e desemprego recua ao menor nível desde 2012

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Carteira de trabalho digital
(Foto/ Divulgação)

A taxa de desemprego no Brasil foi de 6,6% no trimestre encerrado em abril de 2025, a menor da série histórica iniciada em 2012 para esse período. O dado, divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa estabilidade em relação ao trimestre anterior (6,5%) e queda de 0,9 ponto percentual frente ao mesmo intervalo de 2024 (7,5%).

Os números constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e refletem um mercado de trabalho em recuperação sólida, com expansão da formalização e aumento da massa salarial.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada alcançou 39,6 milhões — recorde da série. O volume representa alta de 0,8% sobre o trimestre anterior e de 3,8% na comparação anual. A tendência é reforçada pelos dados do Novo Caged, que apontaram 257 mil vagas formais criadas em abril — o melhor desempenho para o mês desde 2020. De janeiro a abril, o país já acumula 922 mil novos postos com carteira assinada.

O total de pessoas ocupadas no Brasil chegou a 103,3 milhões, número estável frente ao trimestre anterior. Na comparação com igual período de 2024, houve avanço de 2,4%, com mais 2,5 milhões de brasileiros inseridos no mercado.

“Os dados confirmam que a absorção dos empregos temporários criados no fim de 2024 ocorreu com sucesso, o que manteve estáveis as taxas de desocupação e subutilização”, analisa William Kratochwill, técnico do IBGE.

Subutilização e informalidade em queda

A taxa composta de subutilização — que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial — caiu para 15,4%, dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo trimestre de 2024. O número absoluto de pessoas desocupadas é de 7,3 milhões, ante 8,2 milhões há um ano.

A taxa de informalidade também recuou, passando de 38,7% no ano passado para 37,9% agora. São 39,2 milhões de brasileiros em atividades informais. Segundo o IBGE, a maior formalização decorre da baixa subutilização da população em idade ativa, o que eleva a demanda por vínculos regulares de trabalho, especialmente entre os mais qualificados.

Setores em expansão e renda recorde

Na comparação anual, cinco setores da economia ampliaram seus contingentes de trabalhadores. Os maiores crescimentos foram registrados na administração pública, educação e saúde (731 mil), comércio (696 mil), indústria (471 mil), atividades profissionais e financeiras (435 mil) e transportes (257 mil). Apenas o setor agropecuário apresentou retração, com menos 348 mil ocupados.

O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.426, com alta de 3,2% sobre o mesmo período de 2024. Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 349,4 bilhões, novo recorde da série, com avanço anual de 5,9%, ou R$ 19,5 bilhões. Segundo Kratochwill, o resultado decorre da estabilidade no nível de ocupação e da expansão das contratações formais.

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