quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Reman paralisa produção por falta de petróleo, denunciam petroleiros

Segundo a Federação Única dos Petroleiros, A Unidade U2111 da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus, está paralisada desde o início desta semana por falta de petróleo.
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A Unidade U2111 da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus, está paralisada desde o início desta semana por falta de petróleo. A interrupção ocorre menos de um mês depois da aprovação da venda da refinaria para o Grupo Atem pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“A parada por desabastecimento é prova da incompetência da atual gestão da Reman, além de ser mais uma consequência da venda da refinaria para o setor privado, comprovando os alertas feitos por nós ao longo dos últimos meses”, afirma o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

De acordo com a FUP, a refinaria, que opera desde 2000 com capacidade de processamento de 7,3 milhões de litros de petróleo por dia — o equivalente a 46 mil barris a cada 24 horas –, já se encontrava com a unidade UFCC paralisada. Com isso, apenas 3,4 mil barris/dia (7,4% da capacidade total) estavam sendo produzidos.

A parada da U2111, responsável pelo processamento do petróleo de Urucu, agrava ainda mais a situação, deixando em funcionamento apenas uma unidade na Reman, a U2110. Atualmente, a Reman é responsável pelo suprimento da região Norte, produzindo principalmente GLP, nafta petroquímica, gasolina, querosene de aviação, óleo diesel, óleos combustíveis, óleo leve para turbina elétrica, e óleo para geração de energia e asfalto.

A justificativa oficial da atual gestão da Reman para a nova paralisação é um problema com a balsa de transporte.

“Após a paralisação forçada de uma unidade, priorizando as importações de gasolina e GLP, agora a Petrobrás justifica a falta de produto alegando um problema logístico. Isso nunca aconteceu antes. É um absurdo completo que precisa ser denunciado”, finaliza o coordenador-geral do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro.

A operação de venda da Reman havia sido contestada em maio deste ano pela FUP, Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobrás (Anapetro) e Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), com a justificativa de que a privatização geraria monopólio na região e risco de desabastecimento.

Grupo Atem responde

Procurado pelo RealTime1, o grupo Atem esclarece que a operação de compra e venda entre Petrobras e REAM envolvendo a Refinaria Isaac Sabbá – REMAN e seus ativos logísticos associados ainda não foi concluída.

“O fechamento da operação, isto é, o pagamento do preço de aquisição e a transferência do controle societário – quando então o controle da Refinaria passará a ser detido pela REAM que passará a operá-la – ainda estão sujeitos ao cumprimento de diversas condições precedentes estabelecidas no Contrato de Compra e Venda, dentre as quais a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) era apenas uma delas. Portanto, por ainda não deter o controle ou a operação da REMAN, a Atem não poderá se manifestar sobre assuntos relativos à refinaria”, diz a nota.

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