Um relatório do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), aponta a bioeconomia como principal solução para gerar renda e combater a pobreza na Amazônia.
No início deste mês, o relatório “Bioeconomia e Sociobiodiversidade Amazônica: um potencial eixo de integração dos países da Pan-Amazônia” foi apresentado em um seminário que faz parte dos debates do G20 sobre a importância da bioeconomia para a integração dos países amazônicos. O documento traz recomendações e instrumentos para subsidiar políticas públicas em toda a região.
De acordo com Ana Euler, diretora da Embrapa, o potencial da sociobiodiversidade pode agregar valor à bioeconomia. “Dentro da Amazônia, cada país tem uma vocação própria. Mesmo na Amazônia Brasileira, existem várias Amazônias”, afirmou Euler.
A região amazônica, segundo o IBGE, abrange 200 milhões de hectares, abriga mais de 200 etnias e conta com 800 mil estabelecimentos agropecuários rurais.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil detém cerca de 20% da biodiversidade mundial, com 305 etnias indígenas e 58% do território coberto por florestas.
“A bioeconomia é um ativo florestal importante, que precisa ser pensado sob o ponto de conservação e do manejo. Um dos desafios é incluir as cadeias da sociobioeconomia da Amazônia no crédito agrícola, pois, atualmente, 90% do crédito para a agricultura familiar no bioma tem foco na pecuária”, afirmou Moisés Savian, secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente.
O relatório também destaca a importância de fortalecer redes de pesquisa, melhorar a infraestrutura e criar políticas para os territórios e povos tradicionais. A Embrapa está realizando um diagnóstico de suas atividades na Amazônia, focando nos povos tradicionais e agricultores familiares. Eles estão priorizando sistemas produtivos sustentáveis, valorização do conhecimento local, justiça social e distribuição justa dos benefícios.
Confira o relatório na íntegra:
Leia Mais: