Parintinense e atualmente moradora do bairro de Petrópolis – zona Sul da capital amazonense, a estudante de Direito Bruna Brelaz, 26, foi eleita neste domingo (19) a primeira presidente mulher negra da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Bruna está na segunda graduação e cursou pedagogia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apresentando como dissertação a Educação e sexualidade: diálogos na escola.
Em 2013, Bruna entrou para a militância estudantil a partir de um convite da também estudante Gabriela Cativo. A amiga foi uma das coordenadoras da primeira atividade nacional do movimento estudantil em que Bruna participou, a Bienal dos Estudantes, em Recife e Olinda.
“Eu tinha 18 anos, entrando para aquele mundo novo de política, de mobilização e ter uma mulher das minhas origens, parecida comigo já num cargo de coordenação foi uma grande referência”, contou a estudante.
Bruna é reconhecida pela organização de movimentos juvenis desde sua passagem pelo Instituto de Educação do Amazonas (IEA). A estudante ajudou a construir, no último mês de março, a principal campanha dos estudantes brasileiros na pandemia da Covid-19, o movimento “Vida, Pão, Vacina e Educação”, que viralizou pelas ruas e redes sociais.
Da mesma forma, Brelaz atuou recentemente, ao lado dos principais movimentos sociais brasileiros, na retomada das grandes manifestações populares de rua. A estudante disputou a cadeira máxima na UNE pela União da Juventude Socialista (UJS) e acredita no protagonismo da juventude popular, periférica, nas linhas de frente contra o bolsonarismo.
Com informações da assessoria
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