O Dia Mundial de Luta contra a Aids é celebrado nesta segunda-feira (1º/12) e acende um alerta local para a evolução de casos e mortes no Amazonas, que permanecem acima da média nacional.
Criada em 1988 pela Organização Mundial da Saúde e adotada pela Assembleia Geral da ONU, a data propõe mobilização constante em prevenção, diagnóstico e enfrentamento ao estigma.
A iniciativa surgiu diante da expansão da epidemia global e permanece como referência anual de conscientização.
A fita vermelha, símbolo adotado a partir dos anos 1990, identifica campanhas em apoio às pessoas que vivem com HIV.
O objetivo do 1º de dezembro é ampliar o acesso ao teste, fortalecer o tratamento, comunicar riscos e reafirmar direitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).
Situação no Amazonas
O Amazonas mantém indicadores elevados da doença. Entre janeiro e julho de 2025, foram registrados 1.535 casos de HIV/Aids, redução de 14% em relação ao mesmo período de 2024, quando houve 1.786 notificações.
As mortes, porém, cresceram: 196 óbitos no período, alta de 2,08% frente aos 192 do ano anterior. Os números fconstam do monitoramento realizado pela Fundação De Vigilância Em Saúde Do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Manaus concentrou a maior parte das notificações: 1.168 diagnósticos nos primeiros sete meses de 2025, queda de 18,26% ante igual intervalo de 2024.
Em 2024, o estado acumulou 2.776 novos casos, também segundo dados dos registros da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP).
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O estado segue acima da média nacional. De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2019 do Ministério da Saúde, a taxa de detecção de Aids no Brasil girava em torno de 18 casos por 100 mil habitantes, enquanto o Amazonas registrava 34,8 casos por 100 mil habitantes e Manaus alcançava cerca de 55 casos por 100 mil habitantes.
As comparações mais recentes indicam que o estado continua entre os maiores índices do país, cenário que se mantém nos boletins publicados nos últimos anos.
A evolução recente indica redução nas novas infecções, mas mortalidade ainda elevada, o que especialistas associam ao diagnóstico tardio e ao início fora do tempo ideal do tratamento.
Ainda assim, nem todos os prognósticos são negativos. De 2013 até 2023, o Amazonas registou uma redução de 20,7% de mortalidade por Aids, comprovando que há, sim, uma melhora nos quadros da doença no estado.
Os dados são do último boletim HIV do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde.
Panorama nacional
Dados do UNAIDS mostram que o Brasil registrou aumento de 21% nas novas infecções por HIV entre 2010 e 2018.
A campanha Dezembro Vermelho, instituída por lei federal em 2017, marca o mês de ações educativas e reforço das políticas de prevenção e assistência.
Panorama mundial
O UNAIDS estima que, ao fim de 2024, 40,8 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo, das quais 31,6 milhões tinham acesso à terapia antirretroviral.
No mesmo ano, cerca de 1,3 milhão de pessoas foram infectadas e aproximadamente 630 mil morreram em razão de doenças relacionadas à Aids.
Segundo a OMS, a data segue necessária diante das desigualdades de acesso ao cuidado, das barreiras à testagem e do impacto persistente do estigma.
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