Números da Pesquisa de Endividamento e Inadimplencia do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostram que, em outubro, 48,9% dos amazonenses tinham suas rendas comprometidas com dívidas que se arrastam por mais de um ano. Por outro lado, 21,2% dos entrevistados alegam ter débitos que variam de seis a 12 meses; 14,3% terão de apertar os bolsos por um período que varia de três a seis meses; e, por fim, 13,0% têm dívidas de vencem em menos de três meses.
Dentre os amazonenses que se declararam endividados no mês passado, a maior parte (26,8%) se considera pouco endividada. Outros 24,9% acreditam que estão muito endividados, enquanto 20,3% se consideram mais ou menos endividados.
Ainda segundo a Peic, em outubro, a maior parte das dívidas entre os amazonenses são referentes a cartões de crédito (76,9%), seguido pelos carnês (34,1%), crédito consignado (29,8%), Financiamento de carro (20,3%), crédito pessoal (12,2%), cheque especial (6,3%) e financiamento imobiliário (1,6%).
Já quando analisada a fatia da renda mensal comprometida com as dívidas em outubro, 52,0% dos entrevistados têm de 11% a 50% do salário destinado ao pagamento de débitos. Já 41,5% destinam mais da metade de seus rendimentos para o pagamento de dívidas. Apenas 4,1% dos amazonenses comprometem até 10% dos salários com dívidas.
Pelos números da Peic, o comprometimento médio da renda dos amazonenses com dívidas em outubro foi de 37,9%.
Texto: Lucas Raposo
Leia mais: