quarta-feira, 23 de setembro de 2026
IMPOSTO DE RENDA

Prorrogação de incentivos da Sudam está nas mãos de Lula

PL aprovado na Câmara prorroga até 2028 incentivos fiscais concedidos pela Sudam com base no Imposto de Renda
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva inaugura, em Santarém, a Infovia 01 – Trecho Santarém - Manaus. (Foto/ Ricardo Stuckert/PR)

Já está nas mãos do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) o projeto de Lei que estende até 2028 os incentivos fiscais concedidos pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) a empresas instaladas na Amazônia brasileira. Estes incentivos acabariam em 31 de dezembro deste ano.

Os deputados rejeitaram emenda do Senado que estendia o benefício às empresas situadas no Centro-Oeste, área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Esse benefício para empresas nas áreas da Sudam existe desde 2000 e sua primeira versão acabaria em 2013, quando foi prorrogado até 2018 e depois até 2023. O incentivo é correspondente à redução de 75% do imposto sobre a renda e adicionais calculados com base no lucro da exploração do negócio.

Assim, empresas terão até 31 de dezembro de 2028 para apresentar e ter aprovado projeto de instalação, ampliação, modernização ou diversificação em setores da economia considerados prioritários para o desenvolvimento regional

Conforme a Receita Federal, o benefício implica na desoneração de R$ 6 bilhões na Sudam

Sem orçamento
Criticado pelas bancadas do Sul e do Sudeste, o projeto passou com facilidade e com apoio dos parlamentares do Amazonas

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) defendeu que se os incentivos encerrassem em dezembro haveria uma perda de empregos na região e consequentemente uma migração para o Sul e Sudeste. “Não queremos isso, não pode haver cidadão de segunda categoria”, disse.

Já o deputado Sidney Leite (PSD) explicou que a desigualdade regional leva poucos estados a representarem mais de 70% do PIB.

“Como o Norte e Nordeste, sem infraestrutura e sem logística, consegue fazer frente a isso? A indústria gera empregos, serviços e demanda do campo. Não se trata de ter uma área de privilégios, mas corrigir distorções e evitar que o Brasil seja uma ilha de riquezas cercada de miséria”, disse.

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