O Ministério Público do Amazonas (MPAM) anunciou que todas as Promotorias do interior do estado receberão sensores de qualidade do ar para monitorar e avaliar a poluição nos municípios amazonenses.
A iniciativa tem como objetivo apoiar as ações dos promotores de Justiça na prevenção e combate à degradação ambiental, especialmente em relação às queimadas que vem afetando a região.
“Temos pelo menos 80 aparelhos para distribuir e iniciar o trabalho simultâneo na capital e no interior. Embora algumas promotorias já estejam equipadas, a meta é fornecer sensores a todas”, afirmou o promotor Carlos Sérgio Edwards, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Proteção e Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística (CAO-MAPH-URB).
Os equipamentos foram adquiridos por meio de acordos judiciais e extrajudiciais relacionados à compensação por danos ambientais, iniciados em 2022.
Os dispositivos serão integrados ao aplicativo “Selva”, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), parceiro do MPAM no monitoramento das queimadas.
A instalação dos sensores será facilitada pelo uso de antenas Starlink nas promotorias do interior, melhorando a comunicação com a sede do MPAM e o suporte às regiões mais isoladas.
“Com a integração dos sensores de qualidade do ar, será possível realizar um monitoramento contínuo e preciso dos níveis de poluição, permitindo intervenções rápidas e fundamentadas, o que é crucial para a preservação ambiental e a proteção da saúde pública”, destacou o procurador-geral Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior.

*Com informações da assessoria
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