terça-feira, 23 de julho de 2024

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MEIO AMBIENTE

Cientistas de 6 países participam de competição para mapear a biodiversidade da Amazônia

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Equipes de cientistas de seis países participam de competição para mapear a biodiversidade da Amazônia
Equipes buscam novas tecnologias para proteger a Amazônia (Foto: Divulgação)

A competição internacional XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais, financiada pelo Alana, entra em sua reta final e decisiva. Neste mês, após cinco anos de trabalho envolvendo 300 equipes de cientistas, de 70 países, as seis equipes finalistas multidisciplinares, envolvendo profissionais de diversos países e registrados como times do Brasil, Espanha, Estados Unidos e Suíça, vão testar as tecnologias que desenvolveram para mapear rapidamente a biodiversidade de florestas tropicais.

A cerimônia de abertura será realizada nesta quarta-feira (3), às 19h, no Teatro Amazonas; no dia 4, as equipes apresentarão suas tecnologias no evento Dia de Impacto, que será realizado no Hotel Juma Ópera, em Manaus (AM). Esses eventos são fechados apenas para convidados.

Essas novas tecnologias vão permitir o mapeamento e acompanhamento da biodiversidade, cuja perda é uma das ameaças centrais à vida na Terra, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Os finalistas devem ser capazes de pesquisar 100 hectares de floresta amazônica em 24 horas, e relatar importantes dados sobre a biodiversidade em tempo real, em até 48 horas. Alternadamente, as equipes vão adentrar uma mesma área delimitada com suas tecnologias, que incluem drones com sensores bio acústicos, uso de robótica terrestre, inteligência artificial, entre outros, para mostrar o uso efetivo de suas invenções.

Desenvolvimento

“O XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais está antecipando a criação de tecnologias que, na velocidade tradicional de desenvolvimento, estariam disponíveis apenas na próxima década. Estamos ansiosos para ver como as equipes irão aprimorar suas abordagens nos testes finais, especialmente depois de acompanhar os testes em Singapura, na semifinal realizada no ano passado. Acredito que todos estão prontos para enfrentar os desafios desta competição e devem contribuir para revolucionar o mapeamento da biodiversidade tropical”, diz Peter Houlihan, vice-presidente executivo de biodiversidade e conservação da XPRIZE.

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Na disputa pelo prêmio de 10 milhões de dólares, os competidores devem demonstrar escalabilidade e maximizar o desempenho, tanto no levantamento da biodiversidade quanto na produção de soluções compatíveis com os desafios de uma floresta tropical úmida e densa.

“As novas tecnologias e inovações, por meio da cooperação global entre cientistas, permitirão mapear a biodiversidade das florestas tropicais e outros biomas no Brasil e no mundo. Com isso, poderemos entender e proteger melhor esses territórios e todos os seus seres vivos, garantindo a valorização dos recursos e o justo desenvolvimento sócio bioeconômico.

A floresta viva e em pé é a fonte de sobrevivência das presentes e futuras gerações, especialmente de crianças e adolescentes”, avalia Pedro Hartung, CEO da Alana Foundation e diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana.

Agenda:

3 de julho: cerimônia de abertura às 19h, no Teatro Amazonas, Manaus.

4 de julho: Dia de Impacto no Hotel Juma Opera, Manaus, das 9h às 18h.

Para se inscrever clique aqui

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