quinta-feira, 24 de setembro de 2026
ECONOMIA

Produtores de Carauari beneficiados em iniciativa de inclusão de negócios rurais

Oito organizações selecionadas irão beneficiar 1.351 integrantes de associações e cooperativas rurais.
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Produtores Rurais
(Foto: Reprodução)

No Amazonas, a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) foi contemplada em chamada pública de negócios rurais da Aliança pela Inclusão Produtiva (AIPÊ).

Ao todo, foram oito organizações selecionadas, das regiões Norte e Nordeste, que irão beneficiar 1.351 integrantes de associações e cooperativas rurais.

A iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundação Arymax, Fundação Tide Setubal, Instituto humanize, Instituto Heineken, Instituto Votorantim e Santander, visa gerar trabalho e renda para populações em situação de vulnerabilidade.

A chamada pública foi lançada em janeiro, voltada às organizações sem fins lucrativos, associações e cooperativas que atuam na promoção de autonomia de comunidades rurais de baixa renda e em situação de vulnerabilidade.

“O apoio a iniciativas do campo, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, é essencial para uma inclusão produtiva descentralizada. A AIPÊ busca, em cada chamada (ou seleção), valorizar grupos vulnerabilizados, como população negra, mulheres e comunidades tradicionais”, diz Ana Bonimani, gerente de Programas do Instituto Votorantim, gestor da AIPÊ.

Como os produtores rurais de Carauari serão beneficiados?

Em entrevista cedida ao RealTime1, Suzy Barros, coordenadora administrativa da Asproc, falou sobre os benefícios que serão obtidos pelos produtores rurais de Carauari.

Ela cita a aquisição de equipamentos para ampliar os sistemas de energia solar e melhorar a estrutura de conservação e comercialização de produtos nos polos do Comércio Ribeirinho, instalados em quatro comunidades, para garantir segurança alimentar às famílias e incentivar à produção agroextrativista familiar.

“Estas comunidades enfrentam períodos de escassez de alimentos, quando ocorre a cheia do rio; e esta estrutura que garante o aumento da capacidade de geração de energia solar e a aquisição de freezers irá possibilitar o abastecimentos dessas comunidades com alimentos que são comercializados dentro de um sistema de economia solidária e que estimula a produção agroextrativista familiar utilizados como moeda de troca por alimentos industrializados”, disse.

Ele elencou, ainda, outras ações que receberão apoio por meio do projeto.

“Desenvolver um novo software de gestão somercial da tecnologia social (CRCS) à ser implementado nos 12 polos de comercialização, através de 24 agentes comunitários, incluindo jovens e mulheres; estes agentes serão treinado para fazer a operacionalização do novo software. Isto contribuirá com o fortaleicmento da gestão do comércio ribeirinho em comunidades ribeirinhas isoladas no médio Juruá”.

O projeto também se propõe a contratar uma consultoria para desenvolver o software e fazer o treinamento e o acompanhamento dos cantineiros durante a implementação do novo software nos meses iniciais. Além de um técnico que irá coordenar a execução do projeto.

“Outro aspecto a ser apoiado pelo projeto será o fortalecimento organizacional da Asproc, possibilitando encontros da Diretoria e comunitários, num processo de gestão participativa, planejar e avaliar as etapas do projeto”, completou.

Além disso, Suzy diz que o projeto irá “melhorar a gestão do Comércio Ribeirinho com o uso de novas técnologias e ampliar a sua estrutura para viabilizar negócios da floresta significa torná-lo mais inclusivo, gerando novas oportunidades de trabalho e renda às populações da floresta no médio Juruá e ampliar a sua capacidade de  fortalecer a autononomia financeira das mesmas”.

“Este apoio irá possibilitar a ASPROC garantir a agregação de novas tecnologias e o desenvolvimento de novos processos e melhoria das práticas na gestão do Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário, garantindo a inclusão tecnológica e o acesso à novos conhecimentos de jovens e mulheres ribeirinhas que gerenciam as cantinas”.

A coordenadora finalizou dizendo que é uma oportunidade para promover um importante espaço de construção de estratégias e políticas que promovam o maior engajamento das famílias no desenvolvimento das cadeias produtivas e na proteção territorial, revertendo em oportunidades de negócios da floresta com geração de emprego e renda.

Recursos oferecidos pela chamada pública da AIPÊ

Os recursos da chamada pública chegam a quase R$ 4 milhões, distribuídos entre projetos de associações intermediárias ou organizações sem fins lucrativos que deverão apoiar mais de um projeto (cerca de R$ 670 mil por apoio) e de associações e cooperativas (cerca de R$ 300 mil cada).

Os valores serão direcionados para capacitação, assistência técnica, compra de maquinário ou utensílios e a implementação de práticas sustentáveis pelos negócios apoiados.

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