Balanço da Associação Brasileira de Franchising (ABF) aponta que o Amazonas encerrou 2020 com o total de 1.534 franquias em operação, saldo que representa retração de 2,8% na demanda. Em relação ao faturamento, a queda foi de 9,5% sendo impulsionada pelo menor resultado no segmento de hotelaria e turismo. Os números são comparados a 2019.
Conforme os dados da ABF, o segmento que teve redução mais expressiva na oferta dos serviços foi o de serviços automotivos (27,3%); seguido da área de entretenimento e lazer (25%); e em terceiro lugar, o segmento de comunicação, informática e eletrônicos (15,8%).
Quanto ao faturamento, o maior impacto negativo foi registrado pelo setor de hotelaria e turismo (48%); e logo após, pelas empresas de saúde, beleza e bem-estar (27,2%). Por outro lado, franquias de limpeza e conservação apresentaram desempenho positivo e expressivo, no período (144,3%).
Segundo a ABF, as políticas de isolamento social, o fechamento do comércio e dos shoppings centers, a queda dos índices de confiança do consumidor e do empresariado ao longo do ano se refletiram fortemente no setor.
Por outro lado, a digitalização de processos e serviços, as políticas de auxílio emergencial e o aquecimento da construção civil foram movimentos importantes para dinamizar o setor, mas não suficientes para uma mitigação maior dos impactos.
“O ano de 2020 foi de fato um dos mais desafiadores para todos os setores da economia e com o setor de franquias não foi diferente. Analisando o comportamento do setor, vemos que o resultado poderia ter sido pior, mas as virtudes do franchising amenizaram a queda. Temos a força do trabalho em rede, uma alta capacidade de negociar com fornecedores e promover ganhos em escala”, afirma André Friedheim, presidente da ABF.
Texto: Priscila Caldas
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