sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Novas normas para investimentos em PD&I podem ser a 'virada de chave' no PIM

Para o presidente do Codese, Euler Guimarãres, empresas podem manter melhorias em processo de produção e também ampliar investimentos em inovações inéditas no Amazonas.
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PD&I

Consulta pública que se encerra na próxima sexta-feira (24) vai determinar mudanças nos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) regulamentadas pela Lei de Informática e que atinge empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM). Para o presidente do  Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese Manaus), Euler Guimarães é a oportunidade para buscar um equilíbrio entre projetos que são melhorias dos processo internos das indústrias e a inovação “total” que gera novas tecnologias e produtos.

A polêmica em torno da consulta é que, segundo alguns empresários do Polo Industrial de Manaus (PIM) o Governo Federal está exigindo na nova proposta de investimentos em PD&I que os recursos sejam direcionados para tecnologias realmente inéditas. Em comunicado da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) sobre o caso, foi usada a expressão “zona de conforto” dirigida para empresas que, segundo a Suframa, fazem uso dos recursos para melhorias dentro do processo de produção nas fábricas fazendo uso de tecnolgia pré-existente.

Segundo Euler Guimarães, não há necessidade de polêmica e tudo é “uma questão de interpretação do texto”. Para ele, os processos de aprimoramento da produção estão inclusos nas propostas de mudanças, mas é preciso chamar as empresas do PIM para “olhar para frente”. E ele aponta caminhos.

Euler Guimarães destaca que os investimentos em PD&I podem refletir em uma evolução digital no polo eletroeletrônico a partir do que já é discutido na Indústria 4.0. “Pode-se investir em projetos de sensoriamento de máquinas, de peças, de bases de dados que possam fazer uso de inteligência artificial e assim prevê melhorias”, exemplifica o presidente do Codese Manaus.

Ele também destaca a possibilidade de ampliar a capacitação que abre outro leque de investimentos dentro do PD&I. Levantamento recente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) aponta que o Estado precisará qualificar 114 mil (praticamente o que é gerado em empregos hoje no PIM) até 2025. “Há vagas que não são ocupadas por falta de capacitação”, aponta Euler Guimarães.

Outras alternativas são parcerias com instituições e fundos de investimentos privados que têm obrigação de aplicar recursos na Amazônia Ocidental, área de influência da ZFM e que podem administrar a parte burocrática dos investimentos, aliviando a pressão sobre as indústrias. “Toda a parte de prestação de contas fica com os coordenadores dessas entidades”, destaca.

Para Euler Guimarães é possível se adequar e contribuir com a consulta pública para melhorar os processos e, principalmente, garantir para o Amazonas os recursos que são resultados do faturamento do PIM (R$ 160 bilhões) e que somam, para a área mais de R$ 1,6 bilhão.

Texto: Emerson Medina

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