Em artigo intitulado “O que nos é importante”, publicado no site da Fieam nesta terça (8), o presidente do Sistema Fieam, Antonio Silva, diz que mais importante que se preocupar com quem será o superintendente da Suframa é ter propostas preparadas para discutir a manutenção da excepcionalidade fiscal da Zona Franca de Manaus.
“Sem uma solução viável que mantenha sua competitividade econômica, ou pelo menos, que seja menos prejudicial à economia da região, pouco importa quem venha comandar o órgão braço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Governo Federal na região da Amazônia Ocidental.” escreveu Silva.
O texto destaca ainda a importância de ter um superintendente político, com boas relações com o governo federal, para resolver as pendências do modelo. Segundo Antonio Silva, o superintendente ideal deve ser competente, capaz de liderar perante as mudanças tributárias que deverão ocorrer.
Para o presidente da Fieam, é preciso ainda atrair aliados buscando incluir os interesses dos estados da Amazônia Ocidental e Amapá nas propostas que abranja toda a região.
“Da parte da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), fiquem certos, terão todo o apoio e efetivo engajamento em todos os momentos que se façam necessários. Afinal, sem a possibilidade de competir e concorrer nos mercados interno e externo, retrocederemos no nosso desenvolvimento tecnológico e socioeconômico.” reforça Antonio.
Arrecadação
Estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) sobre as duas PECs estima que o atual nível de arrecadação do governo seria mantido e os tributos seriam não cumulativos, ou seja, o imposto pago na aquisição do insumo é subtraído do valor final do produto. Calcula também que a tributação da indústria manufatureira cairia de 46% a 35%.
A pesquisa da CLP, a qual Antonio Silva faz referência, apontou que, caso a reforma tributária sobre o consumo seja aprovada, as pessoas mais pobres terão uma redução de 3,5% nos impostos, passando de 35% para 31,5%. Por outro lado, a parcela mais rica terá um aumento de 0,6% nos tributos, subindo de 31,6% para 32,2%.
“Esperamos que de fato a reforma tributária gere ganhos significativos sobre a produtividade c a renda, elevando o potencial de crescimento do país. Que seja também feita a simplificação do sistema, que onera em demasia as empresas, e eliminada a multiplicidade de leis, por fim que seja procedida a desoneração dos investimentos e das exportações.” conclui o presidente da Fieam.
O artigo na íntegra pode ser acessado pelo link: https://www.fieam.org.br/2023/02/07/o-que-nos-e-importante
Fonte: Fieam
Leia Mais: