quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Prefeito de Borba, Simão Peixoto é libertado com tornozeleira eletrônica

Simão Peixoto estava preso desde o início de junho e ganhou liberdade provisória no final desta sexta-feira
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O prefeito afastado do município de Borba, Simão Peixoto (PP), já foi posto em liberdade provisória, neste sábado (15), com o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão é do juiz federal Marllon Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), divulgada no fim da tarde desta sexta-feira (14).

Simão Peixoto (PP), conhecido por episódios polêmicos como uma briga de vale tudo contra um adversário político, estava preso desde o início de junho e foi liberado da cadeia, mas não terá o desbloqueio dos bens dele.

Em outro ponto da decisão, Marllon Souza permitiu que Simão tenha uma remuneração mensal de até 40 salários mínimos para seu sustento pessoal, valor que é bem superior ao de prefeito de Borba, município da região do Rio Madeira.

A decisão desta sexta-feira veio após os processos contra Simão Peixoto chegarem à Justiça Federal, algo pleiteado pela defesa do prefeito e de outros investigados. Antes, o caso corria no Supremo Tribunal Federal (STF)

Apesar de livre provisoriamente, Peixoto continua proibido de entrar nas dependências de qualquer órgão, repartição ou dependência da Prefeitura de Borba por 180 dias, além de não poder manter contato com os demais investigados da Operação Garrote, com exceção de familiares.

O juiz também determinou a apreensão do passaporte de Simão Peixoto, que está proibido de deixar o Brasil.

Além do prefeito, estavam presos a primeira-dama  Aldine Mirella de Souza, a cunhada de Simão, Aldonira Rolim de Assis (40), as sobrinhas dele Keliany de Assis Lima (19) e Kaline de Assis Lima (21), o enteado Adan de Freitas da Silva (20).

Outros que estavam presos são os sócios do Mercadinho Du Primo, Edival das Graças Guedes (63) e Ione Azevedo Guedes (45), a prestadora de serviços da prefeitura Maria Suely da Silva Mendonça (52), a secretária de finanças Michele de Sá Dias (45) e o pregoeiro Kleber Reis Mattos (57).

Todos são investigados por fraude em licitação, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

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