domingo, 14 de julho de 2024

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Polsin defende Zona Franca, mas silencia sobre ataques do Governo Federal

Durante sua fala na ALE-AM o superintendente Algacir Polsin disse que a ZFM cumpre o seu papel de colaborar com o crescimento da Amazônia Ocidental e preservação da floresta
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Reforma

O Superintendente da Zona Franca de Manaus, Algacir Polsin, defendeu o modelo econômico, pois ela cumpre o importante papel de colaborar para o crescimento da Amazônia Ocidental e a preservação da floresta e esse será o argumento utilizado para manter os incentivos fiscais durante os debates da Reforma Tributária. A avaliação foi feita durante a participação dele na sessão da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (2), em homenagem aos 54 anos de criação da Zona Franca

“Concentrar a atividade econômica em uma área física com baixo índice de uso dos recursos florestais, foi assim que a ZFM garantiu a preservação de 98% da mata nativa do Amazonas […] este sem dúvidas é um dos nossos principais argumentos de valoração da ZFM sempre que recebemos questionamentos relacionados aos benefícios fiscais”, ressaltou o superintendente, que reconhece ações de grupos que tentam enfraquecer o modelo de desenvolvimento do Estado.

Benefícios climáticos

Presidente da comissão de indústria comércio e ZFM, Wilker Barreto (Podemos) destacou a importância a ZFM uma vez que devido a preservação da floresta Amazônica colabora para fatores climáticos no Centro-Oeste e Sudeste do brasileiro.

Entretanto, segundo ele, é justamente dessas localidades que partem  os primeiros ataques aos benefícios ficais concedidos è região. “São Paulo precisa ser o maior defensor da ZFM. Enganam-se quando o olhar é apenas no sentido fiscal. Apesar de tudo o modelo econômico da ZFM não é um fardo para a República. Nós temos outras matrizes de incentivos que são mais danosas do que o nosso modelo”, argumentou o parlamentar.

Superação da indústria

Algacir destacou a superação da indústria amazonense vivenciada ao longo da pandemia da Covid-19. Ele ressaltou também as providências tomadas pela gestão dele com o apoio do Governo Federal, afim de reduzir os impactos econômicos no Polo Industrial de Manaus (PIM).

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Segundo o superintendente, apesar das dificuldades enfrentadas no último ano, a produção fabril no estado continuou competitiva e possui projetos em sendo desenvolvidos como o distrito agropecuário e a cidade inteligente em Manacapuru.

“A Suframa tem buscado fazer tudo possível, dentro dos limites possíveis da sua atuação, para ajudar na replicação para dar apoio às ações do governo federal visando amenização dos prejuízos da pandemia e preservação dos investimentos”, esclareceu.

Entre os meses de novembro de 2020 a ZFM registrou um faturamento de R$ 109,74 bilhões. O montante representa crescimento de 13,06% em relação ao período de janeiro a novembro de 2019 (R$ 97,06 bilhões).

O superintendente não falou e também não foi questionado sobre o impacto de medidas tomadas pelo próprio governo federal que enfraquecem o modelo, como a recente decisão de baixar o Imposto de Importação das bicicletas de 35% para 20%, o que ameaça os empregos de cinco mil trabalhadores em Manaus. Outros exemplos foram a redução do IPI sobre o polo de concentrados e as ameaças ao polo de informática.

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