Após o anúncio de compra da Refinaria de Manaus (Reman) Isaac Benayon Sabbá pela Atem Distribuidora de Petróleo por US$ 189,5 milhões, os amazonenses querem saber se tal transação vai trazer algum benefício direto para a população, principalmente em um momento onde o litro da gasolina ultrapassa os R$ 6 em alguns postos de combustível da capital.
Na manhã desta quinta-feira (26), o governador Wilson Lima (PSC) afirmou que espera que a venda possa trazer benefícios econômicos. Ainda segundo o governador, a negociação pode trazer uma maior oferta de combustível para o Amazonas.
Apesar do aspecto positivo, Wilson descartou que o preço da gasolina seja reduzido após essa operação. O governador destacou que o preço do combustível é composto de uma série de fatores incluídos na política de preços da Petrobras, o dólar e o preço do barril de petróleo comercializado no mercado mundial. Confira o comentário do governador no vídeo abaixo:
Parlamentares comentam
O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) comentou sobre a venda da refinaria e de como essa transação poderia impactar positivamente no dia-a-dia dos amazonenses.
“Vamos aguardar. Porque é um monopólio que sai da mão do Estado e passa a ser um monopólio privado. Ao meu ver tudo pode melhorar se houver competição, coisa que não existe hoje, uma vez que a Petrobras controlava todas as operações”, disse o líder do PSB na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
O parlamentar foi cauteloso ao fazer prognósticos, já que a operação milionária não garante de imediato um impacto no bolso dos consumidores.
“Com essa venda, o que se espera é que as outras distribuidoras também se estruturem para também importar e competir com o petróleo refinado pela Refinaria de Manaus”, explicou Serafim.
O deputado federal Sidney Leite (PSD) seguiu o mesmo tom do parlamentar estadual.
“Eu espero que, primeiro, a gente possa melhorar os investimentos. A iniciativa privada tem mais mobilidade e capacidade de investimento. A Petrobras pratica a mesma política de combustível do mercado internacional, a gente paga um preço alto em relação ao combustível também por conta do monopólio, a população paga algo que não é tangível, que é o custo Petrobras”, disse Leite.
Leite afirmou que o assunto é delicado e por envolver uma série de fatores precisa ser debatido com exaustão para que os valores possam ser mais justos para o consumidor final.
“Precisamos cada vez mais abrir essa caixa preta e ampliar esse debate. De nada adianta dizer que tem uma empresa nacional se não vai gerar uma contrapartida para a população. Eu torço para que isso possa avançar e gerar empregos, atrair mais investimentos além de ampliar as áreas de exploração desses insumos o que poderia baratear o combustível”, afirmou o parlamentar.
Texto: João Luiz Onety
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