Após a destituição judicial de Pauderney Avelino da presidência estadual do União Brasil, a direção nacional do partido decidiu instituir um diretório estadual provisório no Amazonas.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (24), o presidente da Comissão Executiva Nacional, Luciano Bivar, informa o partido informa que vai cumprir todas as determinações da Justiça do Amazonas, o que implica na criação do diretório provisório.
“O União Brasil reunirá seu diretório nacional o quanto antes a fim de constituir um diretório provisório para que possa legalmente, no Estado do Amazonas, responder pelas demandas administrativas, financeiras, tributárias e legais”, diz a nota.
Diferentemente da nota anterior, em que acolhia todos os argumentos do grupo que derrubou Pauderney, dessa vez Bivar modulou o tom e “reconhece a o desempenho do diretório estadual extinto por decisão judicial”. Ele convida os demais dirigentes e todos os filiados “para que, nesse período de transição, formulem o diretório provisório”.
A destituição
Pauderney foi destituído da presidência do União Brasil no Amazons, por meio da anulação da convenção que o reelegeu presidente.
A anulação liminar aconteceu a pedido da bancada de deputados estaduais e federais eleitos pelo partido e também teve a assinatura do secretário de Governo (Segov), Sérgio Litaiff.
O grupo, ligado ao governador Wilson Lima, que também é filiado ao União, diz que não foi ouvido na convenção do dia 26 de abril e que Pauderney manobrou para ser reeleito.
A decisão, do dia 17 deste mês, foi do juiz José Renier da Silva Guimarães, da 5ª Vara Cível e Acidentes de Trabalho, e atendeu a um pedido liminar de uma ação anulatória.
Pauderney, então, recorreu ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), mas, em duas ocasiões, a liminar foi mantida por desembargadores da Corte.
Exoneração da Sedecti
Em meio a judicialização do caso, no dia 16, Pauderney foi exonerado da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), para onde havia sido nomeado por Wilson como secretário em janeiro deste ano.
O outro lado
Pauderney, por sua vez, defende que “os trâmites legais para a eleição da presidência da executiva estadual foram seguidos, respeitando rigorosamente o que prevê o Estatuto da legenda partidária”.
“A convenção representou a vontade de mais de quarenta filiados, número muito superior ao de insatisfeitos que protocolaram ação judicial”, afirmou.
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