Os dirigentes e servidores do Ministério da Saúde que trouxeram para Manaus o chamado tratamento precoce e divulgaram o aplicativo TrateCov, em janeiro, não ficarão impunes. A afirmação foi dada pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD), nesta quarta-feira (15).
A declaração de Omar veio após o jurista Miguel Reale Júnior ter afirmado que a crise do oxigênio e a explosão de casos de Covid em Manaus, durante o mês de janeiro deste ano, foram atos criminosos, cujos responsáveis deverão constar do relatório final do senador Renan Calheiros (MDB/AL).
“Fico feliz que um jurista dessa envergadura concorde com o que disse lá no início dos nossos trabalhos (…) De que o Ministério de Saúde, essa capitã Cloroquina [referindo-se à secretária de Gestão do Trabalho da pasta, Mayra Pinheiro], fizeram de Manaus uma cobaia para essa bobagem do TrateCov”, afirmou Omar Aziz.
Miguel Reale Júnior e um grupo de juristas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) participará de uma reunião, na próxima segunda-feira (20), para dar consultoria ao relator no sentido de como enquadrar criminalmente os responsáveis pelas erros e omissões apurados pela investigação.
Texto: Gerson Severo Dantas
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