Especialistas em Polo Industrial de Manaus (PIM) ouvidos pelo RealTime1 apontam a viabilidade do modelo e a diversificação produtiva como as demandas mais urgentes da Zona Franca de Manaus (ZFM) para o governador que será eleito no mês de outubro aqui no Amazonas.
O advogado tributarista e economista Farid de Mendonça Júnior é enfático ao apontar a própria sobrevivência do modelo como a questão mais urgente a ser tratada pelo futuro chefe do Executivo Estadual, diante da possibilidade de uma reforma tributária.
“A primeira questão é a própria sobrevivência do sistema, ou seja, saber se o modelo continuará viável. É preciso que fique claro como o novo governo do Amazonas irá articular junto ao Governo Federal, com o Congresso Nacional e com a nossa bancada para resover o problema da reforma. Se IPI morrer e não houver contrapartida com o intuito de manter a competitividade todos iremos perder”, avalia Farid.
Uma vez garantida a sobrevivência do modelo, o próximo passo para se manter a competitividade e os empregos no setor industrial do Amazonas é buscar uma alternativa para tentar resolver o problema do abastecimento dos insumos.
Para a economista e professora doutora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Michele Lins Aracaty e Silva, a indústria do Amazonas ainda depende muito de insumos que vem da China, o que acaba se tornando um gargalo para a produção industrial local.
“Quando temos um único fornecedor, qualquer problema com esse fornecedor acaba causando um desabastecimento de matérias primas. Foi exatamente o que nós vimos acontecer durante a pandemia”, ressalta Michele. Além desta questão, Michele também cita a urgencia em se capacitar a mão de obra empregada no PIM para o trabalho na indústria 4.0.
Texto: Lucas Raposo
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