Após os sucessivos cortes lineares nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) determinados pelo Governo Federal e que dimininuem a competitividade dos produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM), o titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), general Algacir Polsin, garantiu nesta quinta-feira (18), que o modelo “continua resiliente, pujante e atrativo”.
A declaração foi dada pelo Superintendente Polsin durante a 305ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), que aconteceu de forma virtual.
Para comprovar a força do Polo Industrial de Manaus, mesmo diante da perda de competitividade, ele apresentou os números dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus dos cinco primeiros meses deste ano referentes a faturamento, mão de obra, potencial de investimentos e número de projetos analisados.
“Nos indicadores dos primeiros cinco meses do ano, tivemos um faturamento de R$ 68 bilhões, praticamente 11% superior ao do ano passado. Continuamos com empregabilidade permanentemente superior a 100 mil empregos. Nas quatro reuniões do CAS do presente ano, aprovamos 136 projetos, mantendo uma média, desde 2021 de mais de 32 projetos em cada reunião do CAS. Esses 136 projetos desse ano, representam um potencial de investimentos da ordem de US$ 807 milhões e a geração de mais de 7 mil empregos para os próximos três anos”, enumerou o Superintendente da Suframa.
Ele acrescentou ainda a informação de que de todos os 136 projetos aprovados pelo CAS em 2022, 59 foram de implantação, ou seja, 43% do total.
Além disso, Polsin ressaltou que a Suframa tem feito um acompanhamento permanente para avaliar eventuais impactos das reduções do IPI junto ao PIM.
Investimentos em queda
Apesar dos números positivos do acumulado do ano apresentados por Polsin, o volume de investimentos aprovados pelo CAS em 2022 teve, na reunião de hoje, o menor nível do ano, com R$ 515 milhões previstos para os três próximos anos – montante 38,5% menor em relação aos R$ 838 milhões aprovados na reunião anterior, em junho, e muito abaixo dos R$ 2,3 bilhões da primeira reunião do ano – realizada no dia 24 de fevereiro, um dia antes da primeira redução determinada por Bolsonaro.
Texto: Lucas Raposo
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