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sábado, 24 de julho de 2021

Sem acordo e com muito bate-boca, CPI da Pandemia não vinga na Aleam

Em sessão com bate-boca entre oposicionistas, uma manobra orquestrada pelo deputado Delegado Péricles mudou o destino da instauração da CPI da Pandemia na Aleam.

6 de julho de 2021

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Péricles (ao centro) foi presidente da CPI da Saúde encerrada no ano passado na Aleam e um dos autores do pedido para mais investigações (Foto: Divulgação/Aleam)

A uma assinatura para aprovar a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) – agora, ‘CPI da Pandemia’ – uma manobra realizada pelo deputado Delegado Péricles (PSL), tradicional opositor do govenador Wilson Lima (PSC), inviabilizou um acordo entre os autores da proposta para o pedido de investigação.

Péricles submeteu um texto na manhã desta terça-feira (6) propondo a ‘CPI da Asfixia’ para apurar somente o colapso do oxigênio ocorrido em janeiro deste ano, argumentando não haver fato determinado no pedido anterior que tem ele próprio como um dos coautores, juntamente com Dermilson Chagas e Wilker Barreto, ambos do Podemos.

A mudança, segundo Péricles, o maior defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Aleam, seria necessária para que não houvesse problemas jurídicos futuros. A decisão enfureceu a base oposicionista na Aleam. Wilker e Dermilson acusaram o colega de estar usando a vaidade para se autointitular dono do pedido para instauração da CPI e por estar sendo usado pelo Governo do Estado para retirar o foco das investigações.

“Vossa Excelência não teve a coragem de chegar comigo e com o Dermilson e pedir para aditivar. Se tivesse feito isso a gente teria modificado, mas não da forma que o senhor está fazendo hoje deputado”, disse Dermilson. “Se o senhor tivesse me ligado, eu não teria nenhum problema em fazer e corrigir, mas para tirar as duas assinaturas que eram para fechar a CPI e, hoje, apresentando uma nova [proposta de] CPI é manobra!”, completou o parlamentar em tom acusatório.

Condições para assinatura

No início da sessão Serafim Corrêa (PSB) e Sinésio Campos (PT) anunciaram que assinariam o pedido da CPI, porém o crivo dos parlamentares ficara condicionado a dar um novo rumo, investigando também as influências do Governo Federal nas ações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).

Em seu discurso, Serafim lembrou um estudo da Columbia University indicando como o Amazonas havia sido um campo de “experimentação” para tratamentos sem eficácias contra a Covid-19.

O parlamentar lembrou que dias antes do colapso do oxigênio em Manaus, a comitiva do Ministério da Saúde esteve na capital, mas na prática, conforme apuração do Ministério Público Federal (MPF), veio apenas para pregar o tratamento precoce.

“Quando precisávamos de oxigênio, a ‘Capitã Cloroquina’ disse ‘não,o problema aqui é que não tem tratamento precoce. Estou mandando vir 120 mil comprimidos de cloroquina para distribuir para o povo, tudo será conformado’. O que não aconteceu”, lembrou Serafim.

Já Sinésio discordou do texto de Péricles afirmando que ele usava proselitismo político para tentar acobertar possíveis negligências do Governo Federal no combate à pandemia no Amazonas e, por isso, queria um texto mais aprofundado que apurasse de fato os problemas enfrentados pelo Estado na segunda onda da pandemia.

“CPI tem que ter um fato gerador específico. A partir do momento em que uma CPI trata de pontos genéricos é porque não quer chegar a lugar nenhum, quer somente discutir tudo e não resolver nada. A sociedade quer, mais do que nunca, as respostas para mais de 13 mil vidas que foram embora”, ressaltou Sinésio, referindo-se ao número de mortos pela Covid em todo o estado.

Texto: Giovanna Marinho

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