quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Procuradoria da República denuncia governador, vice e empresários

Governador ainda não foi notificado e diz, em nota, que denúncia da PGR não apresenta provas do envolvimento dele em supostos crimes relacionados aos fatos em apuração.
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Subprocuradora da República Lindora Araújo. (Foto: Divulgação).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta segunda-feira (26) denúncia contra o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), o vice-governador Carlos Almeida (PTB), o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Antony Filho, o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias e outras 15 pessoas, entre servidores públicos e empresários.

As denúncias dizem respeito a compra de respiradores para pacientes para tratamento de pacientes com Covid-19. Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação, o governador Wilson Lima diz que embora ainda não tenha sido notificado, a denúncia oferecida pela PGR não apresenta provas do envolvimento dele em supostos crimes relacionados aos fatos em apuração.

O governador reafirmou, ainda, a probidade e legalidade de todos os seus atos à frente do Governo do Amazonas, sobretudo no enfrentamento da pandemia da Covid-19. “Mantenho total confiança na Justiça, que haverá de, oportunamente, reconhecer que as acusações são totalmente infundadas. Reitero aqui o meu compromisso com a transparência, probidade e legalidade dos meus atos e sigo à disposição para continuar prestando todas as informações solicitadas pela Justiça”, disse o governador.

No documento, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, que assina a denúncia, pede a condenação dos denunciados, a perda do cargo pelos servidores públicos e o pagamento de indenização no valor de R$ 2.198.419,88.

Pedido da PGR foi negado pelo STJ em 2020

Em junho do ano passado a subprocuradora Lindôra Araújo, que coordenou as investigações sobre as supostas irregularidades na compra de respiradores, chegou a pedir a prisão do governador Wilson Lima durante a Operação Sangria, deflagrada no dia 30 de junho.

No entanto, o pedido foi negado pelo ministro do STJ, Francisco Falcão.

Segundo o portal de notícias UOL, na época, a investigação da compra de respiradores é considerada “controversa”, pois estava “mirando” em adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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