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quinta, 21 de outubro de 2021

Prevent não adota controles para conter disseminação da Covid-19

Advogada Bruna Morato apresentou dois casos em que operadora descuidou dos controles sanitários que possibilitariam reduzir a contaminação pelo novo coronavírus.

28 de setembro de 2021

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Randolfe Rodrigues solicitou que o Ministério Público de São Paulo investigue os casos relatados pela advogada Bruna Morato. (Foto: Reprodução)

A operadora Prevent Senior tratou e ainda trata seus clientes sem os devidos controles sanitários para conter a disseminação do novo coronavírus nas unidades hospitalares de São Paulo. A avaliação foi apresentada, nesta terça-feira (28), à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado Federal pela advogada Bruna Morato, que defende na Justiça Comum de São Paulo um grupo de doze ex-médicos da operadora que deixaram o trabalho por discordar dos procedimentos adotados no tratamento da Covid.

De acordo com a advogada, a Prevent Senior tratou o médico Anthony Wong, um dos defensores do tratamento precoce com medicamentos sem eficácia comprovada, em uma unidade, localizada no bairro Itaim, que é destinada para pacientes com problemas cardíacos.

“Ele ficou internado na UTI ao lado de outros pacientes sem comorbidades e sem isolamento”, afirmou a advogada. Wong usou os medicamentos do kit covid, como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, além da ozoniaterapia por via retal.

Bruna Morato ainda revelou que a acompanhante do médico se recusou a fazer o teste RT-PCR para não ficar isolada e seguir circulando livremente pelas dependências da unidade durante a internação dele, que durou de 17 de novembro de 2020 até 11 de janeiro de 2021. Os senadores lembraram que o atestado de óbito de Wong traz como causa mortis falência múltipla dos órgão e não cita Covid-19, a enfermidade que deu origem à internação.

Durante o depoimento Bruna Morato relatou que a Prevent alugou um prédio para abrigar uma unidade de tratamento da Covid no bairro Vila Olímpia, mas não obteve o álvara de funcionamento da prefeitura e nem fez obras de adaptação para o atendimento de pacientes.

“Para lá são encaminhados pacientes paliativos, mas sequer tem elevadores que comportam macas. É tudo improvisado”, afirmou, pedindo que a CPI faça uma denúncia e que este caso possa ser investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

Sobre este tratamento paliativo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), afirmou que a especialidade do paliativista é tão importante quanto qualquer outra especialidade médica, mas não correto como ele foi usado na Prevent.

“O triste é como esses tratamentos estavam sendo usados. As famílias não tinham conhecimento que o paliativo é você permitir ou você deixar que esse paciente evoluam para óbito conectado com uma bomba de morfina ou a outros tratamentos sem a possibilidade de reação. Esses paciente eram viáveis e, se tratados, poderiam sobreviver”, completou Bruna Morato.

Ainda na avaliação da advogada, a Prevent disseminou o tratamento precoce e relaxou as medidas de controle sanitário para manter uma boa “fama” junto aos clientes e se aliar ao chamado gabinete paralelo do Ministério da Saúde, formado por pessoas como Wong, Nise Yamaguchi, o deputado federal Osmar Terra e o virologista Paolo Zanotto.

Texto: Gerson Severo Dantas

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