quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Piso dos professores: Associação de municípios teme demissões na saúde

A Associação Amazonense de Municípios afirmou que cada prefeitura do tem uma situação diferente e por isso algumas poderiam ter dificuldades para honrar esse aumento.
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Podem participar professores de língua inglesa da educação básica que atuam nas redes públicas de ensino. O curso tem duração de seis semanas. (Foto: Divulgação)

O reajuste de 33,24% anunciado pelo Governo Federal para professores da educação básica de todo Brasil vem gerando polêmica. A Frente Nacional dos Prefeitos afirmou que esse aumento é impraticável na maioria das cidades brasileiras. Por aqui, a Associação Amazonense de Municípios (AAM) declarou que o montante a ser gasto poderia provocar corte de gastos na área da saúde.

Jair Souto (MDB), presidente da AAM e prefeito de Manaquiri, afirmou por meio de áudio, que apesar de concordar com o novo piso, cada prefeitura tem uma situação diferente, umas com grande capacidade financeira, outras não e nestas cidades o cenário econômico já afetado pela crise sanitária poderia resultar em cortes em áreas importantes.

”Talvez o aumento de 33% do piso possa causar grandes prejuízos em outras áreas como a saúde, talvez tenhamos que demitir médicos, enfermeiros e outros profissionais. O aumento do gasto em saúde aumentou, significativamente, para o enfrentamento da Covid e de outras doenças e isso me preocupa”.

Jair disse ainda que é a favor do aumento desde que a origem seja especificada. Ele disse ainda que nenhuma outra área obteve tal reajuste no país. ”Qual foi a área que teve um aumento de 33% no Brasil? A gente tem que perguntar do presidente Bolsonaro e do Ministério da Educação de onde vem esse dinheiro para pagar os professores?”, completou.

O prefeito de Iranduba, Augusto Ferraz (DEM), afirmou ao RealTime1 que quer proporcionar melhores condições para os educadores, no entanto, ele disse que um estudo está sendo feito para verificar o impacto desse reajuste nos cofres públicos.

”A gente está fazendo um estudo de impacto econômico esse mês para saber como vai ficar esse aumento na folha. Depois de tudo feito, nós vamos para as ferramentas que possam montar as oportunidades pra dar essa aumento com segurança. A nossa intensão é encorajar o professor a dar a aula com eficiência, mas para isso a gente tem que saber se o impacto será maléfico ou benéfico”.

O prefeito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira (PDT), presidente da Frente Nacional dos Prefeitos afirmou ao portal UOL que os prejuízos podem ser grandes.

”O reajuste para esse índice [de 33,24%] tem um impacto gigantesco e algumas prefeituras, além do impacto na folha de pagamento, podem sofrer dificuldades na Previdência. Para cada 10% de aumento na folha dessas cidades, por exemplo, existe um aumento de 30% na previdência”.

A portaria do novo piso salarial foi assinada no último dia 4 pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Texto: João Luiz Onety

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