quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Petista usa esquema da Lava Jato para expor funções do 'gabinete paralelo'

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) usou um power point, como Deltan Dallagnol, para mostrar que gabinete paralelo se estruturou em núcleos com missões específicas.
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O senador Rogério Carvalho (PT-SE) se inspirou, nesta terça-feira (1º), na Ação Penal 470, que tratou sobre o ‘mensalão’, e na Operação Lava Jato para produzir um esquema de power point identificando as funções de diversas autoridades e personalidades no chamado ‘gabinete paralelo’ que aconselhou o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sobre como enfrentar a pandemia da Covid-19 desde março do ano passado.

O uso do power point levou senadores aos risos porque remeteu a apresentação dos crimes atribuídos ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), feita pelo procurador da República Deltan Dallagnol, então coordenador da força-tarefa da Lava Jato. Rindo, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), chegou a ser repreendido por Rogério. “Não ria não, presidente. Isso aqui é muito sério e trágico”, disse o senador sergipano, que é médico perito do Conselho Federal de Medicina.

O esquema apresentado pelo senador

Na apresentação feita pelo senador existiria um “núcleo teórico da tese da imunidade de rebanho”, formado pelo empresário Carlos Wizard, os médicos Nise Yamaguchi, Paulo Zonotto e Luciano Azevedo, além dos deputados federais Ricardo Barros e Osmar Terra. “Esses foram os responsáveis por desenvolver essa teoria nefasta, fúnebre e que expôs brasileiros à própria sorte”, atacou Rogério Carvalho.

No que ele chamou de “núcleo operacional”, Rogério Carvalho colocou os ex-ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, além do ex-assessor da Presidência da República, Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, e a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a ‘Capitã Cloroquina’.

Por fim, ele estabeleceu um “núcleo de comunicação” formado pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, o assessor internacional do presidente, Filipe G. Martins, e o ex-secretário da Comunicação da presidência, Fábio Wajngarten.

Citada pelo senador, a médica oncologista Nise Yamaguchi rechaçou a existência desse gabinete paralelo e que o trabalho dela e de outras pessoas, como o empresário Carlos Wizard, foi de consultoria voluntária. “Eu preciso dizer que nunca participei deste gabinete. Ele não existe”, garantiu Yamaguchi.

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