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domingo, 16 de janeiro de 2022

Perfil do vice ideal: partido forte e presença no interior do Estado

Com ao menos quatro pré-candidaturas lançadas para o Governo do Estado, busca por um vice que agregue votos começa a ser feita nos bastidores da política amazonense.

3 de janeiro de 2022

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A praticamente dez meses da eleição, candidatos e partidos conversam para construir alianças que tragam votos, recursos e apoios em todo o Estado (Foto: Reprodução)

Os principais candidatos ao Governo do Estado na eleição de 2022 – Wilson Lima (PSC), Amazonino Mendes (sem partido), Eduardo Braga (MDB) e Ricardo Nicolau (Solidariedade) – já colocaram os blocos na rua e já ‘pulam’ aqui e acolá em busca do melhor perfil de um vice para a disputa.

No entanto, o Carnaval mesmo está acontecendo nos bastidores, com o processo de escolha dos candidatos a vice. Sobre este personagem, há um consenso entre os analistas políticos e virtuais candidatos: tem que trazer o apoio de um partido forte e ter presença no interior do Estado.

Com o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), fora do ‘game’ eleitoral, todos os candidatos anseiam pelo apoio dele, que viria na forma da indicação do candidato a vice. Neste particular, despontaram nos bastidores dois nomes: os secretários municipais de Infraestrutura, Marcos Rotta (sem partido), que acumula a pasta com o posto de vice-prefeito, e Sabá Reis (PL).

Rotta tem votos em Manaus, mas sem estar num partido forte até fevereiro, quando fecha-se o prazo para formação das federações partidárias, ele perderá força. Já Sabá traz o PL, que ganhou a filiação do presidente Jair Bolsonaro, e votos no interior, principalmente no colégio eleitoral de Parintins, que garantiram sete mandatos de deputado estadual a Sabá.

Quem também cumpre bem essa regra e se assemelha a Sabá Reis é o prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia (DEM). Se seguir para o União Brasil, partido que surgirá da fusão de DEM e PSL, é o nome forte para estar na chapa de Amazonino Mendes.

Para arrumar um vice com este perfil, Eduardo Braga (MDB) aposta num arco de aliança que passa por um evangélico, uma vez que o senador terá o apoio da igreja Assembleia de Deus, dos irmãos Jonatas e Silas Câmara, ou alguém oriundo do PT, pois o senador é cortejado para dar palanque em Manaus para a candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma terceira opção para Braga e que surgiu nos últimos dias é o nome do ex-prefeito de Coari Adail Filho, que se apresenta até o momento como candidato a deputado federal.

Adail Filho ganhou musculatura após liderar a vitoriosa campanha do primo, Keitton Pinheiro (PP), na eleição suplementar de Coari. Por dominar o segundo município mais rico do Estado, uma aliança Braga-Adail teria um cofre enorme para vencer a eleição.

Por fim, Ricardo Nicolau (Solidariedade) entrou por último nessa corrida e, até o momento, o arco de aliança possível a ser construído por ele envolve o PDT, que esperará até o início de janeiro a filiação da defensora pública Carol Braz para tomar uma decisão sobre candidatura própria ou aliança com Nicolau.

O que pensam especialistas

Para o cientista social Moacyr Santos, a escolha de um vice para o próximo ano vai depender de um componente que os atuais pré-candidatos ainda não dominam: a formação de federações partidárias.

“Aparentemente, por exemplo, o Eduardo Braga poderia buscar um vice no PT, mas se o PT estiver organizado em federação com um partido que não queira o Braga? Como vai ser a escolha? O PT não vai poder enfiar o Braga goela abaixo de um parceiro de federação”, diz Santos.

Para um experimentado político, que pediu anonimato, as alianças locais estarão submetidas ao que vier das direções nacionais e os acordos feitos para viabilizar apoios a um ou outro candidato a presidente da República.

Ele cita que o PSB poderá abandonar a candidatura de Márcio França em São Paulo, que lidera as pesquisas de intenção de votos, lançá-lo ao Senado e ficar com o cargo de vice na chapa petista, indicando o nome do ex-governador Geraldo Alckmin.

Texto: Gerson Severo Dantas

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