Resultado da fusão do DEM com o PSL, o União Brasil chegou a ser o maior partido do país, até que, na janela partidária, deputados bolsonaristas migraram especialmente para o PL do presidente Jair Bolsonaro. A fusão, porém, tornou o partido o dono da maior fatia do fundo partidário e do tempo de propaganda de TV.
Ainda não é possível saber como deverá ser o desempenho do partido presidido pelo pernambucano Luciano Bivar nas eleições proporcionais, que definem a divisão do dinheiro e do tempo de propaganda.
Mas, pelas mais recentes pesquisas para governador, já é possível vislumbrar a possibilidade de que o partido seja, ao final das eleições, o que comandará o mais número de estados.
Em quase todos os estados do país nos últimos dias, o Instituto Ipec, formado por especialistas oriundos do antigo Ibope, realizou pesquisas.
Nos poucos estados em que tais pesquisas não aconteceram, a reportagem valeu-se da pesquisa mais recente. O único estado em que não se encontrou pesquisa mais recente foi o Pará, onde a base é uma pesquisa Real Time Big Data de 22 de julho, que aponta o governador Helder Barbalho, do MDB, como o favorito para a reeleição.
De acordo com os dados dessas pesquisas, o União Brasil tem chances de eleger o governador de sete ou cinco estados. O partido lidera em Rondônia, onde o governador Marcos Rocha é candidato à reeleição. No Piauí, com Silvio Mendes.
No Ceará, com Capitão Wagner. Na Bahia, com ACM Neto. No Mato Grosso, com o governador Mauro Mendes. E em Goiás, com o também governador Ronaldo Caiado que tenta a reeleição.
Em Rondônia, o governador Marcos Rocha está empatado, na margem de erro com Ivo Cassol, do PP. Ele tem uma vantagem de um ponto percentual (30% a 29%), segundo o Ipec de 24 de agosto.
No Amazonas, o governador Wilson Lima está rigorosamente empatado com Amazonino Mendes do Cidadania, ambos com 30%, segundo o Ipec de 24 de agosto.
Da Redação, com informações do Congresso em Foco
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