quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Parlamentares pedem 'CPI do Bolsolão' após denúncia de orçamento paralelo

Para o presidente da Câmara, Arthur Lira, criar a Comissão seria 'perda de tempo'. Tanto ele, quanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tiveram o apoio de Bolsonaro.
COMPARTILHE

Ao menos dois requerimentos já foram apresentados no Congresso pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que vem sendo chamado de “Bolsolão”. O esquema, revelado pelo jornal Estadão, indica que parlamentares governistas foram beneficiados por um chamado “orçamento paralelo” capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo o jornal, cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para obras e máquinas agrícolas indicadas por deputados e senadores.

Um dos requerimentos é encabeçado pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP) e está em fase de recolhimento das assinaturas necessárias para a instalação da CPI – ao menos 171 (um terço dos parlamentares).

“A criação de orçamento paralelo com execução condicionada à indicação de parlamentares que votam com o Governo configura verdadeira compra de votos e fere gravemente a autonomia do Poder Legislativo e a separação de poderes assegurada na Constituição”, diz o requerimento.

>> Leia a íntegra do documento AQUI.

Lira diz que é ‘perda de tempo’

Cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) determinar a criação da Comissão. Nos debates sobre a instalação sobre a CPI da Covid, o alagoano reiterou várias vezes que considera a comissão uma perda de tempo.

De acordo com o Estadão, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) também angaria apoio para tentar instalar uma CPI do Bolsolão no Senado. Nesse caso, são necessárias ao menos 27 assinaturas endossando o requerimento do senador.

A CPI da Covid só foi instalada na Casa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sempre se posicionou contra a Comissão. Lira e Pacheco foram eleitos ao comando das respectivas Casas com o apoio do governo Bolsonaro.

Com informações do Congresso em Foco

Leia Mais:

COMPARTILHE