quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Omar desconfia de choro 'escondido no banheiro' revelado por Bolsonaro

Presidente da CPI da Covid, Omar Aziz defendeu que o presidente conduziu o combate a pandemia com uma série de erros que causaram a morte de muitos brasileiros.
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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD), disse, na manhã desta sexta-feira (15), esperar que o choro escondido no banheiro revelado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja “um choro de autocrítica”.

“Tem pessoas que choram de alegria, choram de tristeza (…) Eu espero que o presidente faça um choro de autocrítica”, disse Omar, atribuindo ao presidente a responsabilização pela condução errada no combate à pandemia da Covid-19 no país.

Jair Bolsonaro revelou, em evento com evangélicos nesta quinta-feira, que chora escondido no banheiro sem o conhecimento da primeira-dama, Michele Bolsonaro, diante de tantas responsabilidades que a presidência lhe demanda.

“Minha esposa não sabe, mas eu choro, pois uma decisão errada minha mexe com a bolsa, com os preços, com os combustíveis…”, lamentou o presidente.

Sobre o relatório final da CPI, Omar Aziz revelou que não está convencido de que Bolsonaro deva ser acusado de genocídio no relatório final elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB/AL).

“Tem crime sanitário, tem crime contra humanidade, mas eu preciso ser convencido deste outro, pois genocídio é algo contra uma etnia específica”, ponderou Omar.

O presidente da comissão também afirmou que o relatório será apresentado a cada senador membro e não-membro da CPI após a sessão deliberativa virtual desta sexta-feira para que todos possam contribuir ou criticar partes do documento.

Omar Aziz confirmou que a leitura do relatório de Renan será feita na terça-feira (19), votado na quarta-feira (20) e entregue ao procurador-geral da República, Augusto Aras, já na quinta-feira (21).

Texto: Gerson Severo Dantas

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