O vereador Rodrigo Guedes (PSC) disse nesta segunda-feira (6), que o feriado junto com os pontos facultativos atrapalharam a coleta de assinaturas no plenário para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e que “não há motivo para o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis (Avante) negar a instalação da CPI, a não ser que haja uma vontade política nesse sentido”, afirmou o vereador.
Guedes disse, ainda, que conversa com os demais vereadores para conseguir ao menos as duas assinaturas que faltam para apresentar o pedido.
Caso consiga, o documento passará, ainda, pela presidência da CMM. “A CPI da Amazonas Energia nós conseguimos 19 assinaturas e depois foi negada pela presidência. No caso da Águas de Manaus, a CMM não tem como alegar que não é competência investigar a concessionária que presta serviço para a prefeitura”, disse.
O pedido do vereador Sassá da Construção (PT) Nº 778, subscrito pelo vereador Rodrigo Guedes é para investigar denúncias de irregularidade na cobrança de taxa de esgoto, sem que o serviço tenha sido realizado, agravado pelo aumento de 24,52% da taxa.
Guedes diz que a aprovação da CPI tem urgência e deve ser consumada para dar uma resposta à população sobre os péssimos serviços realizados pela Águas de Manaus. “Inclusive ontem tivemos a notícia de que o Conjunto Renato Souza Pinto está há 15 dias sem água”, disse o parlamentar.
Já os colegas parlamentares dizem que vão esperar o desenrolar da audiência pública na Câmara Municipal de Manaus, que acontecerá após o recesso para dizer se irão assinar o documento.
Outro argumento dos vereadores para não assinar o pedido é que alguns esperam uma decisão judicial. É o caso do vereador Elissandro Bessa (Solidarieade). “Sabemos que o serviço não é de excelência. Isso foi um contrato do Amazonino Mendes. Agora, como está na Justiça, fica complicado dar alguma opinião”, disse o vereador, mesmo afirmando que não concorda com a cobrança.
O vereador Marcel Alexandre (Podemos) disse, nesta segunda-feira (6), que ainda não tomou conhecimento sobre o recolhimento para pedido de abertura de CPI, que é discutida desde o dia 31 de agosto na CMM. Ele afimou que vai pedir para a equipe jurídica analisar o pedido.
Considerado abusivo, o aumento da taxa foi suspenso pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), após o prefeito David Almeida entrar com recurso.
O Realtime1 tentou entrar em contato com os demais vereadores e o presidente da CMM, mas até a publicação da matéria não teve retorno.
Texto: Aldizangela Brito
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