quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Não há motivo para CPI da Águas de Manaus ser barrada, diz vereador

Rodrigo Guedes disse que conversa com demais vereadores para conseguir ao menos as duas assinaturas que faltam para apresentar o pedido de instalação da CPI.
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Aumento da taxa de esgoto cobrada pela Águas de Manaus é considerado abusivo (Foto: Divulgação)

O vereador Rodrigo Guedes (PSC) disse nesta segunda-feira (6), que o feriado junto com os pontos facultativos atrapalharam a coleta de assinaturas no plenário para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e que “não há motivo para o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis (Avante) negar a instalação da CPI, a não ser que haja uma vontade política nesse sentido”, afirmou o vereador.

Guedes disse, ainda, que conversa com os demais vereadores para conseguir ao menos as duas assinaturas que faltam para apresentar o pedido.

Caso consiga, o documento passará, ainda, pela presidência da CMM. “A CPI da Amazonas Energia nós conseguimos 19 assinaturas e depois foi negada pela presidência. No caso da Águas de Manaus, a CMM não tem como alegar que não é competência investigar a concessionária que presta serviço para a prefeitura”, disse.

O pedido do vereador Sassá da Construção (PT) Nº 778, subscrito pelo vereador Rodrigo Guedes é para investigar denúncias de irregularidade na cobrança de taxa de esgoto, sem que o serviço tenha sido realizado, agravado pelo aumento de 24,52% da taxa.

Guedes diz que a aprovação da CPI tem urgência e deve ser consumada para dar uma resposta à população sobre os péssimos serviços realizados pela Águas de Manaus. “Inclusive ontem tivemos a notícia de que o Conjunto Renato Souza Pinto está há 15 dias sem água”, disse o parlamentar.

Já os colegas parlamentares dizem que vão esperar o desenrolar da audiência pública na Câmara Municipal de Manaus, que acontecerá após o recesso para dizer se irão assinar o documento.

Outro argumento dos vereadores para não assinar o pedido é que alguns esperam uma decisão judicial. É o caso do vereador Elissandro Bessa (Solidarieade). “Sabemos que o serviço não é de excelência. Isso foi um contrato do Amazonino Mendes. Agora, como está na Justiça, fica complicado dar alguma opinião”, disse o vereador, mesmo afirmando que não concorda com a cobrança.

O vereador Marcel Alexandre (Podemos) disse, nesta segunda-feira (6), que ainda não tomou conhecimento sobre o recolhimento para pedido de abertura de CPI, que é discutida desde o dia 31 de agosto na CMM. Ele afimou que vai pedir para a equipe jurídica analisar o pedido.

Considerado abusivo, o aumento da taxa foi suspenso pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), após o prefeito David Almeida entrar com recurso.

O Realtime1 tentou entrar em contato com os demais vereadores e o presidente da CMM, mas até a publicação da matéria não teve retorno.

Texto: Aldizangela Brito

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