As coligações partidárias para eleições proporcionais estão a um passo de retornar a partir de 2022, e com apoio da maioria dos deputados amazonenses na Câmara. A proposta foi considerada uma manobra promovida pelas lideranças partidárias, pois para promover a queda do ‘distritão’ era necessário encontrar uma solução “menos pior” que recebesse apoio do plenário.
O destaque proposto pelo PSol, recebeu 423 votos contra e 35 a favor do ‘distritão’. Na bancada amazonense, apenas o deputado Sidney Leite (PSD) foi a favor da modalidade eleitoral que privilegia os votos por candidato e retira a força dos partidos políticos. Curiosamente, Sidney foi um dos parlamentares que votaram contra o texto final da reforma eleitoral que incluía o retorno das coligações.
Coligações são retrocesso
“As coligações são um retrocesso, porque tem parlamentar que fala uma coisa e lá na frente faz outra. Disseram que eram contra o distritão e votaram a favor das coligações. Tem que ficar claro que os partidos políticos são muito frágeis,porque se eu preciso de coligação é porque o meu partido é frágil”, ressaltou Sidney Leite.
Quem também foi contra PEC 135/11, foi o deputado Zé Ricardo (PT). Capitão Alberto Neto (Republicanos) estava ausente da sessão. Átila Lins (PP), Bosco Saraiva (Solidariedade), Delegado Pablo (PSL), Marcelo Ramos (PL) e Silas Câmara (Republicanos) votaram a favor da minirreforma eleitoral.
Distritão retira representatividade
Contrário ao distritão, Bosco Saraiva indicou que o modelo retiraria a representatividade no parlamento, que deve respeitar a configuração da sociedade e, por isso, deve prezar pela presença de ideias minoritárias, em contraponto à maioria. A permanência do voto proporcional, segundo ele, também deve respeitar a importância dos partidos, que são uma herança político-filosófica. Por isso, votou a favor do retorno das coligações.
“A política precisa de uma dimensão partidária. Sempre precisou. Quando a filosofia pensou os partidos políticos ela pensou pela gente. Então, o distritão e o voto majoritário não representam o pensamento”, justificou Saraiva.
O texto aprovado na quarta-feira (11), sob relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), volta para votação em segundo turno nesta quinta. A PEC deverá também ser aprovada por maioria dos votos no Senado, duas vezes, para que possa ter validade.
Texto: Giovanna Marinho
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