quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Medrades acusa Saúde de encaminhar documento 'mentiroso' à CPI

Diretora da Precisa nega sobrepreço nas negociações da Covaxin e diz que documentos do Ministério 'mentem'; senadora Simone Tebet considera acusação grave.
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Simone Tebet foi oficializada pelo MDB e Cidadania na terça-feira e agora espera conquistar o aval do PSDB (Foto: Divulgação/Agência Senado)
Simone Tebet foi oficializada pelo MDB e Cidadania na terça-feira e agora espera conquistar o aval do PSDB (Foto: Divulgação/Agência Senado)

Uma ata de reunião encaminhada pelo Ministério da Saúde à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado Federal mostra que a Bharat Biotech ofereceu doses da vacina Covaxin por US$ 10, mas a diretora-executiva da Precisa Medicamentos que negociou a compra do imunizante pela pasta, Emanuela Medrades, afirmou que o documento era “mentiroso”.

Segundo a diretora, que presta depoimento à CPI nesta quarta-feira (14), havia uma expectativa da Precisa em comercializar a Covaxin por este preço, ou menor, devido às questões de mercado, uma vez que US$ 10 era o preço médio cobrado pela Pfizer e Coronavac.

“Nunca houve a oferta por este preço [US$ 15]. Era uma estimativa, tenho e-mail que encaminhei para a Bharat pedindo para baixar o preço, que no início era bem maior: US$ 18”, disse Medrades.

A senadora Simone Tebet (MDB-MT) questionou como uma reunião em que estavam presentes tantas pessoas um preço é citado, inclusive com a possibilidade de redução em face do volume de compras, registrado num documento oficial e, agora, a depoente diz que isso não é verdade.

“Esse contrato é todo ilegal, mas chama atenção ela acusar o Ministério de encaminhar um documento mentiroso para a CPI. Isso é grave”, afirmou Simone.

Texto: Gerson Severo Dantas

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