quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Marcelo Amil recorre ao TSE para se manter na disputa pelo Governo

Com mandado de segurança no TSE, Marcelo Amil espera ser reconhecido como candidato do PSol ao Governo, após direção nacional do partido afastá-lo nesta terça.
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Marcelo Amil ataca ala que indicou indígena Israel Tuyuka e o presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros (Foto: Divulgação/RealTime1)
Marcelo Amil ataca ala que indicou indígena Israel Tuyuka e o presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros (Foto: Divulgação/RealTime1)

Afastado pela direção nacional do PSol, Marcelo Amil entrou com mandado de segurança junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e espera ser reconhecido como candidato da sigla na disputa pelo Governo do Estado, assim como o seu candidato a vice: o sociólogo Luiz Carlos Marques.

“Amanhã deverá sair a decisão do ministro Alexandre de Moraes em favor da nossa candidatura”, disse Amil em coletiva de imprensa no início da noite desta terça-feira (2), na sede da sua candidatura no conjunto Eldorado, bairro Parque 10, zona centro-sul.

A chapa de Marcelo Amil foi considerada ilegítima pela direção nacional do PSol nesta terça. A executiva nacional decidiu, ainda, afastá-lo, assim como Luiz Marques e a presidente estadual do partido, Rosilane Ameida. A suspensão vale por seis meses e segundo Amil, o comunicado oficial ainda não chegou em suas mãos.

O PSol nacional decidiu em favor da candidatura de Israel Tuyuka, indígena e que foi escolhido em uma conferência eleitoral no último dia 16 de julho. Segundo Marcelo Amil a direção nacional não se pronunciou sobre ter aceitado a conferência, até o dia 29, quando recomendou que o PSol estadual fizesse um debate no dia 31, para decidir se a conferência do dia 16 era válida.

Acontece que o dia 31 era o dia da convenção, que segundo Marcelo Amil seguiu todos os trâmites legais de convocação e foi mantida pela ala que o apoia.

Ele afirma que a intenção da ala que elegeu Tuyuka é impedir sua participação na convenção da federação PSol/Rede Sustentabilidade no Amazonas, marcada para o dia 4.

“Querem impedir nossa participação na convenção do dia 4. É uma disputa de ego, um grupo que não quer abrir mão de mandar no PSol local. O partido sempre foi pequeno no Amazonas, nunca elegeu nem um conselheiro tutelar. Nós queremos mudar isso, mas eles não aceitam”, atacou.

Marcelo Amil e Luis Marques também dispararam contra o presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, a quem chamaram de “mentiroso”. Segundo eles, Medeiros se contradisse quando veio a Manaus e disse que a decisão sobre candidaturas seriam interna dos filiados do Amazonas, diferente da decisão da direção nacional, nesta terça.

Texto: Emerson Medina

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