Afastado pela direção nacional do PSol, Marcelo Amil entrou com mandado de segurança junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e espera ser reconhecido como candidato da sigla na disputa pelo Governo do Estado, assim como o seu candidato a vice: o sociólogo Luiz Carlos Marques.
“Amanhã deverá sair a decisão do ministro Alexandre de Moraes em favor da nossa candidatura”, disse Amil em coletiva de imprensa no início da noite desta terça-feira (2), na sede da sua candidatura no conjunto Eldorado, bairro Parque 10, zona centro-sul.
A chapa de Marcelo Amil foi considerada ilegítima pela direção nacional do PSol nesta terça. A executiva nacional decidiu, ainda, afastá-lo, assim como Luiz Marques e a presidente estadual do partido, Rosilane Ameida. A suspensão vale por seis meses e segundo Amil, o comunicado oficial ainda não chegou em suas mãos.
O PSol nacional decidiu em favor da candidatura de Israel Tuyuka, indígena e que foi escolhido em uma conferência eleitoral no último dia 16 de julho. Segundo Marcelo Amil a direção nacional não se pronunciou sobre ter aceitado a conferência, até o dia 29, quando recomendou que o PSol estadual fizesse um debate no dia 31, para decidir se a conferência do dia 16 era válida.
Acontece que o dia 31 era o dia da convenção, que segundo Marcelo Amil seguiu todos os trâmites legais de convocação e foi mantida pela ala que o apoia.
Ele afirma que a intenção da ala que elegeu Tuyuka é impedir sua participação na convenção da federação PSol/Rede Sustentabilidade no Amazonas, marcada para o dia 4.
“Querem impedir nossa participação na convenção do dia 4. É uma disputa de ego, um grupo que não quer abrir mão de mandar no PSol local. O partido sempre foi pequeno no Amazonas, nunca elegeu nem um conselheiro tutelar. Nós queremos mudar isso, mas eles não aceitam”, atacou.
Marcelo Amil e Luis Marques também dispararam contra o presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, a quem chamaram de “mentiroso”. Segundo eles, Medeiros se contradisse quando veio a Manaus e disse que a decisão sobre candidaturas seriam interna dos filiados do Amazonas, diferente da decisão da direção nacional, nesta terça.
Texto: Emerson Medina
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