quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Juíza proíbe Bolsonaro de fazer propaganda do kit covid

A Secom deve se abster de patrocinar ações publicitárias, por qualquer meio que seja, que contenham referências, diretas ou indiretas, a medicamentos sem eficácia comprovada.
COMPARTILHE

A Justiça Federal de São Paulo proibiu na quinta-feira (30) que a Secretaria Especial de Comunicação (Secom) do governo federal faça campanhas publicitárias que defendam o tratamento precoce ou o kit covid, um conjunto de medicamentos sem comprovação científica.

A juíza Ana Lucia Petri Betto também decidiu que os influenciadores digitais contratados pelo governo federal para divulgarem o kit covid se retratem e no prazo de 48 horas da intimação, publiquem, em seus perfis oficiais, mensagem de esclarecimento, indicando que não endossam a utilização de medicamentos sem eficácia comprovada”.

Segundo a magistrada, as campanhas publicitárias do governo devem ser pautadas por “clareza e transparência”.

Ainda de acordo com Ana Lúcia, a Secom deve se abster de patrocinar ações publicitárias, por qualquer meio que seja, que contenham referências, diretas ou indiretas, a medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.

Verba para influenciadores

Em 5 de abril, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu esclarecimentos ao governo federal sobre a fonte de recursos utilizada para pagar a campanha de publicidade feita com os influenciadores digitais.

Segundo uma reportagem da Agência Pública, o Ministério da Saúde e a Secom gastaram mais de R$ 1,3 milhão dos cofres públicos para pagar ações de marketing de influenciadores digitais a favor do uso do kit covid.

Com informações do Poder 360

Leia mais:

COMPARTILHE