A Justiça Federal de São Paulo proibiu na quinta-feira (30) que a Secretaria Especial de Comunicação (Secom) do governo federal faça campanhas publicitárias que defendam o tratamento precoce ou o kit covid, um conjunto de medicamentos sem comprovação científica.
A juíza Ana Lucia Petri Betto também decidiu que os influenciadores digitais contratados pelo governo federal para divulgarem o kit covid se retratem e “no prazo de 48 horas da intimação, publiquem, em seus perfis oficiais, mensagem de esclarecimento, indicando que não endossam a utilização de medicamentos sem eficácia comprovada”.
Segundo a magistrada, as campanhas publicitárias do governo devem ser pautadas por “clareza e transparência”.
Ainda de acordo com Ana Lúcia, a Secom deve se abster de patrocinar ações publicitárias, por qualquer meio que seja, que contenham referências, diretas ou indiretas, a medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.
Verba para influenciadores
Em 5 de abril, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu esclarecimentos ao governo federal sobre a fonte de recursos utilizada para pagar a campanha de publicidade feita com os influenciadores digitais.
Segundo uma reportagem da Agência Pública, o Ministério da Saúde e a Secom gastaram mais de R$ 1,3 milhão dos cofres públicos para pagar ações de marketing de influenciadores digitais a favor do uso do kit covid.
Com informações do Poder 360
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