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domingo, 03 de julho de 2022

Janela partidária deve turbinar PL de Bolsonaro; no AM situação ainda é incerta

Apesar da migração já esperada por conta da ida de Bolsonaro para o PL, no AM, o partido teve perdas e, no momento, não parece ter a mesma força que tem a nível nacional.

3 de março de 2022

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Até o dia 1º de abril, deputados estaduais e federais estarão livres para trocar de legenda (Foto: Reprodução)

A legenda escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro para disputar a reeleição em outubro, o PL deverá ser o maior beneficiado com a janela partidária, que se inicia nesta quinta-feira (3). Até o dia 1º de abril, deputados estaduais e federais estarão livres para trocar de legenda, o que promete movimentar o jogo de forças no Congresso.

Depois de ser formalizado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no mês passado, o União Brasil, fusão entre DEM e PSL, passou a ter a maior bancada da Câmara, com 81 deputados. Pelo menos um quarto desse grupo, porém, deverá migrar para outras legendas, especialmente o PL de Bolsonaro.

No Amazonas, PL não tem seguido o mesmo ritmo

No Amazonas, essa migração parece não estar com tanta força assim. O Partido Liberal conta com apenas dois deputados estaduais (Joana D’Arc e Cabo Maciel) e nas outras esferas a sigla teve perdas significativas. O deputado federal Marcelo Ramos, até então o único representante do PL pelo Amazonas em Brasília, migrou para o PSD. A vontade de sair do partido veio logo após o anúncio das primeiras tratativas de Bolsonaro no PL.

O secretário municipal de limpeza pública, Sabá Reis, já declarou que vai deixar o partido para fortalecer a chapa de David Almeida, no Avante. A saída, até então, era inesperada já que Reis tem uma relação próxima com o presidente do Partido Liberal do Amazonas, Alfredo Nascimento.

Apesar das perdas, o partido pode ganhar fôlego com a possibilidade de migração dos deputados federais, Capitão Alberto Neto (Republicanos) e Delegado Pablo Oliva (União), do deputado estadual Delegado Péricles (União) além de outros nomes que podem deixar seus partidos para garantir o nome de Jair Bolsonaro em suas campanhas.

Pablo Oliva já havia declarado ao RealTime1 que sua possível ida para o PL ainda estava indefinida. ”Muito diálogo e pouca definição”, disparou. Alberto Neto, por sua vez, não respondeu ao questionamentos quanto à troca de partido.

Migração vai beneficiar o PL

A debandada já era previsível desde que o próprio presidente deixou o partido, ainda no final do primeiro ano de governo. A briga de Bolsonaro com o então presidente do PSL, Luciano Bivar (União-PE), causou um racha no partido. Os aliados tentaram criar uma nova sigla, o Aliança pelo Brasil, mas a iniciativa não decolou e Bolsonaro escolheu o PL.

Comandado por Valdemar Costa Neto, um dos condenados no mensalão, o partido receberá quase toda a ala bolsonarista que esteve, até hoje, obrigada a permanecer no PSL, já que deputados não podem trocar livremente de filiação durante o mandato. São nomes como Bia Kicis (União-DF), Carla Zambelli (União-SP) e Daniel Silveira (União-RJ), além de Eduardo Bolsonaro (União-SP).

Agora, a previsão é que entre 22 e 25 parlamentares migrem para o PL, partido do presidente. Hoje dono da quarta bancada da Câmara com 42 deputados, o PL deverá chegar a mais de 60 congressistas em abril e saltar para a primeira posição, seguido de perto pelo União Brasil. Em terceiro deve ficar o PT, que não prevê uma grande variação dos 53 deputados atuais com a janela.

Texto: João Luiz Onety com informações do Portal UOL

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