Após ter sido ignorado pela Prefeitura de Humaitá, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) intimou o prefeito Cidinei Lobo a prestar esclarecimentos necessários para uma investigação em curso sobre supostas fraudes em licitação, ocorrida em 2018.
As investigações envolvem atos praticados durante a gestão do ex-prefeito Herivâneo Seixas, mas o atual prefeito, Cidinei Lobo, foi intimado pelo MP, nesta quinta-feira (30), por que a prefeitura não atendeu aos pedidos de informações do órgão de controle.
O inquérito foi aberto após suspeitas de desvio de verbas destinadas, principalmente, à Saúde e à Educação. As suspeitas surgiram durante análise do Pregão Presencial n. 24/2018, para a aquisição de produtos de limpeza, alimentícios e de papelaria destinados às secretarias municipais, sob a gestão do ex-prefeito Herivâneo Seixas.
Microempresas venciam licitações
As irregularidades foram identificadas pelo promotor Carlos Renato de Oliveira Daumas que, ao ler os Diário Oficiais do Município, observou que um grupo de microempresas estava vencendo repetidamente as licitações.
Dentre elas, foram detectadas duas distribuidoras de bebidas, duas autopeças e uma fábrica de gelo, empresas que não fazem a distribuição dos produtos solicitados pela prefeitura.
Diante da suspeita de desvio de dinheiro público, o MPAM instaurou um inquérito para investigar a Prefeitura de Humaitá, e solicitou que apresentasse a cópia dos autos do Pregão Presencial n. 24/2018, em agosto de 2022.
Por não apresentar o que foi solicitado, o atual prefeito de Humaitá, Cidenei Lobo, foi intimado pelo MPAM. O documento foi assinado pelo promotor de justiça Weslei Machado e divulgado no Diário Oficial Eletrônico (DOE) nesta quinta-feira (30).
O RealTime1 tentou contatar o prefeito, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Da Redação
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