A Prefeitura de Manaus deu mais um passo no processo de “militarização” da Guarda Municipal de Manaus, responsável pela vigilância de prédios e logradouros públicos, como praças por exemplo. Nesta sexta-feira (24) o Diário Oficial do Município, referente a quarta-feira, publicou a portaria 033/21 que autoriza a compra de um lote de granadas explosivas lacrimogêneas e aspergidores de gás de pimenta.
A compra, autorizada pela Casa Civil da Prefeitura de Manaus, custará aos cofres públicos R$ 31.1 mil que serão pagos a empresa Condor S/A Industria Química, que é apontada como a única produtora destes equipamentos no Brasil, fato que justifica a dispensa de licitação.
O primeiro passo neste processo de militarização da Guarda Municipal foi dado pela Casa Militar no último dia 15, quando autorizou, igualmente com dispensa de licitação, a compra de um lote de pistolas semiautomáticas com calibre de 9mm pelo preço de R$ 895,7 mil.
O prefeito David Almeida prometeu durante a campanha eleitoral do ano passado armar a Guarda Municipal com vistas a reduzir a violência nos espaços de propriedade da prefeitura. Em julho ele anunciou um acordo com o Governo do Estado para receber armamento doado para começar o treinamento dos guardas, que com elas “poderiam derrubar vagabundos”.
As novas armas, adquiridas da empresa Taurus, e os equipamentos de dispersão – granadas de gás lacrimongêneo e spray de pimentas – vão compor o arsenal que os guardas terão para cumprir a promessa do prefeito.
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