Com o tema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda, já!”, o Grito dos Excluídos e Excluídas deste ano surge com uma pauta atual e que tem afligido a população em todo país. Em Manaus, o ato terá três momentos principais iniciando neste domingo (5), data em que se comemora o Dia da Amazônia, com uma missa campal, no porto de São Raimundo.
O ato central do Grito 2021, no dia 7 de setembro, será no Largo do Mestre Chico, na avenida Sete de Setembro, Centro da cidade, com concentração a partir das 15h.
Durante coletiva para falar sobre o evento, o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, criticou as decisões do Congresso Nacional que, segundo ele, são tomadas “sem pensar no povo”, o que demanda a necessidade da sociedade, em geral, voltar a discutir política. O arcebispo falou dos excluídos economicamente, algo que vai além do desemprego, denunciando que “com a venda das estatais, percebe-se cada vez mais o quanto o Brasil está sendo dilapidado”, destacando que “as estatais existem para as políticas públicas”.
O arcebispo colocou entre os excluídos os indígenas, ressaltando que, além da luta por terras, há a luta pela manutenção da cultura. Juntando aos índios, Dom Leonardo elencou outros excluídos como os ribeirinhos, os quilombolas, pessoas que, segundo ele, “não tem vez dentro da nossa sociedade”, resultando num crescimento do número de pessoas que vivem na rua.
Bicicleata
Diferente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que faz motociatas e carreatas, a Arquidiocese de Manaus quer chamar a atenção também para o transporte alternativo sem provocar danos à natureza realizando uma “bicicleata”. Segundo Dom Leonaro Steiner, a Igreja quer manifestar publicamente as necessidades da população “na busca por mais igualdade e justiça”.
“Temos percebido situações gritantes com relação ao desemprego, ao meio ambiente, aos indígenas (…) Vamos celebrar e dar o nosso grito para buscar um novo modo de fazer política, de reivindicar nossos direitos e melhorias. Assim, a sociedade vai perceber que podemos dar novos rumos ao Brasil”, afirmou o arcebispo.
A biclicleata acontece no dia 7 de Setembro, com concentração às 15h30, saindo do Terminal 1, na avenida Constantino Nery, de onde seguirá até a Catedral Metropolitana. A partir da igreja os fiéis conduzirão a imagem de São José até o Largo do Mestre Chico, onde acontece o Ato Central do Grito dos Excluídos com previsão de término por volta das 18h.
Texto: Aldizângela Brito
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