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terça, 25 de janeiro de 2022

Golpe: parlamentares do Amazonas descartam a possibilidade no dia 7

Com a proximidade das manifestações marcadas para 7 de Setembro, o clima de tensão no país aumentou, mas a bancada amazonense descarta uma eventual quebra institucional.

4 de setembro de 2021

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Jair Bolsonaro fala em ''manifestações pacíficas'' no 7 de Setembro, mas acirra o discurso contra oposição no Congresso e ministros do STF (Foto: Reprodução)

O Brasil viverá na próxima semana um clima inédito de instabilidade política e institucional com a polarização fomentada entre grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Há até quem fale em golpe. E este acirramento já tem dia e hora para acontecer: 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil.

As manifestações convocadas para a próxima terça-feira (7) nunca foram tão esperadas, seja pela expectativa de apoiadores de Bolsonaro ou pelo medo de que o clima possa ficar ainda mais tenso no País. Nas redes sociais, bolsonaristas chamam a população para demonstrar apoio ao governo federal e reivindicar, dentre outras coisas, o voto impresso, sepultado na Câmara Federal, e o fechamento do Congresso e do STF.

Nesta quinta-feira (2), o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante sua live nas redes sociais, descartou essa possibilidade. “‘O pessoal me acusou de querer dar golpe. Tem idiota pensando que eu vou dar golpe, eu sou presidente vou dar golpe em mim mesmo?”, disse o presidente.

Bolsonaro declarou ainda que as manifestações serão expressivas e inéditas. ‘’Vai ser uma manifestação nunca antes vista no Brasil e todos nós temos que entender o que o povo está querendo”, prometeu.

O presidente ainda comentou sobre o efeito que elas podem provocar em certas pessoas, uma possível alusão aos ministros do STF. “Agora eu espero que uma ou duas pessoas mudem seu comportamento depois desse movimento. Esse grande retrato não só em Brasília quanto na Paulista (avenida de São Paulo), se essa foto não sensibilizar essa pessoa… pelo amor de Deus’’, ameaçou Bolsonaro.

Procurados pelo Portal RealTime1 , parlamentares amazonenses comentaram o que pensam sobre o tema e um possível autogolpe dado para deixar Bolsonaro com poderes imperiais. O senador Omar Aziz (PSD), que está nos holofotes da mídia nacional por conta da condução dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia, declarou que “não tem nem clima pra isso” e espera por manifestações pacíficas no 7 de setembro. “Além do mais não vai trazer benefício pra ninguém, apenas para uma pessoa, o próprio presidente”, resumiu.

O deputado bolsonarista Delegado Pablo (PSL) também descarta um eventual golpe. Pablo declarou ao RealTime1 que o dia será de manifestações pacíficas da população. ”Quem vai as ruas é o povo. Exercer o seu livre direito de se manifestar democraticamente. É o dia da independência do Brasil. Historicamente, os brasileiros externam seu patriotismo, amor à nação e seus sentimentos pelo país, nessa data. Vai acontecer apenas isso. É no que acredito”, resumiu.

O deputado federal Bosco Saraiva (Solidariedade) declarou que ”golpe é coisa do passado!” e completou: ”Esse foi um tempo que passou. O mundo atual, devidamente globalizado, não aceita medidas de força dessa natureza, até porque a Guerra Fria já fez água e o muro de Berlim caiu em 1989”, analisou.

Questionado sobre uma possível invasão do Congresso e Supremo Tribunal Federal, o parlamentar considerou que é um exagero pensar nessas coisas. ”Há muito exagero em maior parte das notícias envolvendo esse evento de 7 de setembro”, ponderou Bosco.

Impeachment em caso de violência

Vice-presidente da Câmara Federal, o deputado Marcelo Ramos (PL) afirmou que não haverá golpe e se houver qualquer ato de violência contra os poderes o presidente será responsabilizado e se tornará muito difícil não abrir um processo de impeachment contra ele. Na mesa do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP/AL), estão 107 pedidos do gênero.

Texto: João Luiz Onety

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